Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, admitiu na quinta-feira a possibilidade de adiar sua viagem para a África se isso ajudar a Câmara dos Representantes a prorrogar um dispositivo de lei que autoriza o governo americano a realizar escutas telefônicas e invadir caixas de e-mail de pessoas suspeitas de "terrorismo".
Bush está envolvido numa queda de braço com a maioria democrata, com um lado acusando o outro pelo fim da lei. O início da visita a cinco países africanos está previsto para o sábado, dia no qual expira a lei.
A Casa Branca prefere uma versão da lei aprovada pelo Senado, que inclui proteção retroativa às empresas de telecomunicação que colaboraram com escutas ilegais praticadas pelo governo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. A versão da Câmara não prevê imunidade retroativa às companhias de telecomunicações. A lei expira à meia-noite de sábado. "Não há desculpa para permitir que essa importante lei expire", insistiu Bush.