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   Notícias dos Estados Unidos

23.02.2008 imprimir Imprimir
 

EUA destroem satélite espião e voltam a defender projeto antimíssil

Washington - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou na quinta-feira que a destruição de um satélite espião americano desativado prova que o sistema de defesa antimíssil americano funciona. O satélite foi destruído, com um míssil, porque carregava material tóxico, apresentando risco à Terra.

Horas após a China reclamar da missão - alegando que ela poderia prejudicar a segurança espacial -, Gates disse que os EUA podem passar aos chineses informações sobre a destruição do míssil. "Já havíamos divulgado muitos dados, mas estamos dispostos a compartilhar informações que sejam apropriadas", afirmou o secretário.

Segundo o general James Cartwright, destroços do satélite poderiam cair no Oceano Pacífico e no Atlântico, mas por serem muito pequenos, não causarão danos à Terra.

Ele disse ter "um alto grau de confiança" de que o míssil tinha atingido exatamente o ponto planejado: o tanque de combustível do satélite, que estava carregado com hidrazina. Se caísse na Terra, o tanque (de 450 quilos) poderia liberar a substância, que é altamente tóxica e pode causar danos nos olhos e no sistema respiratório, queimaduras na pele e também ser absorvida pelo sangue.

O Pentágono negou que a operação tenha sido uma resposta aos testes que a China realizou no ano passado, quando também destruiu um satélite. Na época, os testes provocaram temores de uma corrida de armas espaciais.

Como era altamente elaborado e inédito, o plano dos EUA causou preocupação de alguns líderes internacionais. Eles sugeriram que a verdadeira intenção da missão era testar as armas espaciais, que podem ser usadas para derrubar satélites de comunicação e de espionagem de outras nações.

Logo após o lançamento ser anunciado, Pequim afirmou que estava alerta para a possibilidade de destroços caírem em seu território. "A China está acompanhando de perto os possíveis danos causados pela ação americana", disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Liu Jianchao. "Pedimos aos EUA que atendam às obrigações internacionais e forneçam os dados relevantes (sobre a missão) para que os países possam tomar as precauções necessárias", disse o porta-voz.

Moscou afirmou que ações como essa podem ser usadas para encobrir testes de novas armas espaciais.

 
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