“PARAGUAI BOLIVARIZADO”
O desrespeito pelo Brasil está em moda: Evo Morales passou por cima da ética, do respeito e da diplomacia, e apoiado por outros presidentes ( que têm os olhos postos na Petrobrás), estatizou a refinaria que foi instalada em Bolívia impondo suas normas com preços altos, em total desrespeito aos acordos feitos para que fosse possível a extração de gás natural naquele país, o que provavelmente seria impossível sem a tecnologia da Petrobrás, e com um contrato tão favorável para eles, pois o pagamento do investimento seria feito com a venda do gás para o Brasil com um preço acessível o que deixou de ser cumprido após a nacionalização da refinaria.
O presidente cocaleiro, Evo Morales, fez história, seu autoritarismo rompeu fronteiras e chega ao Paraguai que agora quer fazer o mesmo com o Brasil.
O candidato a presidência do Paraguai nas eleições de 20 de Abril, Dom Fernando Lugo (Ex membro do episcopado latino-americano), que lidera todas as pesquisas no país guarani, promete rever os termos do contrato da Usina Hidrelétrica de Itaipu prometendo inclusive nacionaliza-la e que para o Brasil continuar recebendo os 20% da energia que usa de Itaipu, terá que conversar e aceitar os preços que serão propostos.
Todos os candidatos à presidência têm como plataforma política a Hidrelétrica de Itaipu, colocando para o povo que lutarão pela pela recuperação da soberania energética do país.O ex bispo da Igreja Católica, Dom Lugo, inflama o paraguaios dizendo que se eleito, abrirá negociações para derrubar a cláusula que determina entregar ao sócio brasileiro a energia excedente, e principalmente discutir um preço de mercado por megawatt/hora vendido ao Brasil.
Lugo alerta que seu país obtém um retorno anual de 200 milhões de dólares pela venda da energia exclusiva para o vizinho, e que pretende fazer do Paraguai em exportador livre.
Ele não leva em conta que o que pretende é impossível, pelo menos agora, já que o país não tem linhas de transmissão para faze-lo, apesar de, a meta de Lugo é elevar o atual valor para 1.8 bilhões de dólares.
“O mais importante é a recuperação da soberania de Itaipu e Yacretá ( usina binacional com os argentinos), uma política energética que não permita mais a atual condição de entregar ao Brasil uma energia quase a preço de custo”.
Reconheçamos que o presidente cocaleiro fez história junto a outros países em igual situação, pois todos ressaltam a decisão do boliviano de mudar contratos (a seu juízo), de exportação e produção de gás, inclusive alardeia que a medida aumentou os recursos à Bolívia após a nacionalização da refinaria da Petrobrás naquele país, encorajando outros países a fazerem o mesmo já que não houve retaliação do governo brasileiro que ao contrário continua fornecendo tecnologia à Bolívia e pagando pelo gás o preço imposto.
Um pouco da história de Itaipu, que teve a primeira reunião para a construção em 22 de Junho de 1966, entre os Ministros das Relações Exteriores Juracy Magalhães (Brasil) e Sopena Pastor (Paraguai) que assinaram a “Ata de Iguaçu”, em que declaravam a disposição de aproveitar os recursos hidráulicos pertencentes em condominios a Brasil e Paraguai no trecho do rio Paraná, incluindo o Salto de Sete Quedas (maior cachoeira do rio), até a Foz do Rio Iguaçu, afluente do Rio Paraná e maior rio parabéns.
Em 1970 um consórcio entre as empresas IECO (EEUU) e ELC (Itália), venceu a concorrência internacional para fazer os estudos de viabilização e elaboração do projeto que teve início em Fevereiro de de 1971, Em 26 de Abril de 1973 foi assinado o tratado de Itaipu, instrumento legal para aproveitamento hidrelétrico pelos dois países, e em Maio de 1974 criou-se a entidade binacional Itaipu para gerenciar a construção da Usina que teve seu início em Janeiro DE 1975, e em 5 de Maio de 1984 entrou em operação a primeira unidade geradora de Itaipu.
Mais uma vez sermos motivo de deboche de países menos desenvolvidos que nosso país, porque a “ MAMÃE LULA”
certamente por não saber o que acontece em seu governo deixará que Paraguai com o presidente que seja nos passe a perna também, e para termos energia gerada pelo nosso dinheiro e nossa tecnologia teremos que aceitar as exigências impostas. “Você não quer que eu volte Madalena”, diria um dos personagens de Jô Soares.
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