Londres decide retirar príncipe Harry do Afeganistão
Londres - A Grã-Bretanha está retirando o príncipe Harry do Afeganistão depois que vazaram notícias de que o terceiro na linha de sucessão do trono estava servindo há quase três meses no Afeganistão com as tropas britânicas, informou o Ministério da Defesa. Harry, de 23 anos, servia na linha de frente com uma unidade do exército numa das províncias mais conturbadas do Afeganistão desde meados de dezembro. A permanência de Harry no Afeganistão, em princípio, seria de quatro a seis meses.
"A situação agora mudou claramente", afirmou um comunicado assinado pelo comandante do Estado Maior, marechal Jock Stirrup. A missão de Harry vinha sendo mantida em sigilo, após acordo feito entre o governo e os principais meios de comunicação britânicos. O embargo, no entanto, foi quebrado pelo site do jornalista americano Matt Drudge. Depois do vazamento, surgiram temores de que Harry e toda sua unidade viessem a se tornar alvo preferencial de insurgentes.
O ministério pediu à mídia para não especular sobre como e quando Harry retornará, e só voltar a tratar do assunto depois que ele estiver de volta na Grã-Bretanha. O príncipe era o oficial responsável pela coordenação de ataques aéreos na província sulista, uma das regiões mais perigosas do país. Ele também participava de patrulhas nas vilas locais. Além de Harry, seu avô, príncipe Philip, e seu tio, príncipe Andrew, também estiveram em combate. O príncipe Andrew combateu na guerra das Malvinas contra os argentinos em 1982.