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08.03.2008 imprimir Imprimir
 

Adriano marca dois e São Paulo vence Audax de virada

São Paulo - O atacante Adriano pisou no Morumbi pressionado a mostrar bom futebol e ratificar a fama de Imperador. Pois na noite da quarta, em que estava em jogo a liderança do Grupo 7 da Libertadores, o camisa 10 foi decisivo. Foram dele os dois gols da sofrida vitória são-paulina, obtida de virada por 2 a 1, sobre o Audax Italiano, do Chile. "Deus é justo e agradeço a ele pela minha atuação", disse o herói da noite, reconhecendo que, mais do que nunca, precisava voltar a marcar gols e jogar bem.

Adriano teve faro de artilheiro nos dois gols. No primeiro, de cabeça, ganhando dividida no alto e empatou a partida já na metade do segundo tempo. E no gol da virada mostrou oportunismo, ao tocar para as redes rebote do goleiro chileno. "Estou muito feliz de ajudar o São Paulo. Agora é bola para frente", disse Adriano. "Conquistei o nome e tenho feito para continuar com ele: fiz dois gols e isso é importante", festejou. O triunfo fez do São Paulo líder do Grupo 7 do torneio sul-americano, com 4 pontos ganhos, até o complemento da rodada na noite da quinta.

O São Paulo volta a jogar pelo torneio sul-americano dia 20, no Paraguai, contra o Sportivo Luqueño, que na quinta visita os colombianos do Atlético Nacional. No sábado, tem a Portuguesa pelo Estadual. Na segunda partida da Libertadores, a engrenagem do meio-campo se mostrou emperrada. Com Eder Luís e Jorge Wagner na armação das jogadas, os donos da casa sofriam dificuldades para furar a defesa chilena. Na tentativa de chegar ao gol, o São Paulo buscou abrir o jogo.

Com os meias e com os volantes improvisados de laterais, Richarlyson (pela esquerda) e Zé Luís (na direita). E a bola área se transformou na principal arma do time paulista na partida. Isolado e violento nas divididas, Adriano passou a voltar para receber bolas. Seu companheiro de ataque, Borges, também saia muito da grande área, como um ponta. Esse era o quadro que se desenhou em todo os 45 minutos iniciais da estréia do São Paulo em casa pela Libertadores. O time de Muricy Ramalho, que repetia seu esquema 4-4-2, mantinha o domínio da partida, sem, contudo, incomodar o goleiro Villassant, do Audax.

Os chilenos, por sua vez, especulavam em contra-ataques. Para o segundo tempo, os times voltaram com a mesma formação tática. E etapa final reproduzia, em parte, o que acontecera durante primeira metade do jogo. O São Paulo batia, batia, mas não marcava. Só que o Audaux, um pouco mais ofensivo, chegou lá. Em jogada individual, Villanueva, que marcara contra o São Paulo ano passado, também no Morumbi, chutou de longe e surpreendeu Rogério Ceni: 1 a 0. Sem Dagoberto e Carlos Alberto, ambos contundidos, os são-paulinos que lotavam o Morumbi passaram a pedir Aloísio, que entrou para confundir a defesa chilena. A partir daí, a noite foi de Adriano, que virou a partida em poucos minutos e pôs os cerca trinta mil torcedores aos seus pés.

 
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