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08.03.2008 imprimir Imprimir
 

Guga mantém esperança de disputar a Olimpíada de Pequim

Florianópolis - Em ano marcado pela emoção da despedida, Gustavo Kuerten mantém a esperança de disputar a Olimpíada de Pequim e estender um pouco mais sua participação nas grandes competições do tênis. Guga confessou na quarta-feira em Florianópolis, no lançamento do Aberto de Santa Catarina, challenger que será disputado de 12 a 20 de abril, no Costão do Santinho, que gostaria de disputar os Jogos pela terceira vez, apesar de as novas regras do torneio olímpico terem complicado bastante as chances de o Brasil ter representantes nos Jogos.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) entrou em acordo com a ATP e a WTA e determinou que cada país poderá levar até quatro jogadores - e não mais três -, de acordo com a classificação no ranking mundial. Assim, países como Estados Unidos, Espanha e a vizinha Argentina terão um número maior de representantes na chave, reduzindo as chances para nações como o Brasil, que não contam com tenistas classificados entre os cem primeiros do mundo. Cada chave de simples contará com 64 tenistas, e até o 80 º colocado deve ter chance de jogar - hoje, o melhor brasileiro é Marcos Daniel, na 115.ª posição.

Guga não tem mais classificação no ranking. Perdeu todos os pontos que possuía, mas mantém uma boa chance de receber um dos oito wild cards (convites) pelo seu reconhecimento internacional Entre estes oito convidados, seis deles serão determinados pela posição geográfica. Na América do Sul, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai devem ter representes no torneio olímpico, o que abriria uma chance de o Brasil ganhar um wild card, como espera o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Jorge Lacerda da Rosa.

"Ainda é cedo para pode se afirmar, pois a chave e os wild cards só serão definidos em junho e até lá o Brasil poderá ter jogadores mais bem colocados no ranking, mas tenho esperanças de contarmos com representantes em Pequim. Podemos ganhar vaga através de um dos seis wild cards dados pelo critério geográfico, ou mesmo pelos outros dois convites reservados a estrelas internacionais, o que é o caso de Guga."

Por este segundo critério - vaga a duas estrelas internacionais - Guga poderia ir a Pequim sem constrangimento, o que demonstrou ser uma de suas preocupações. "Gostaria de ir à Olimpíada, mas não quero tirar a vaga de nenhum outro jogador brasileiro. Talvez possa ir como um reconhecimento pela minha carreira", afirmou.

Em Florianópolis, Guga irá fazer a terceira etapa de sua turnê de despedida, iniciada em fevereiro, com a eliminação na primeira rodada do Brasil Open, na Costa do Sauípe. Neste mês, ele joga o Masters Series de Miami, e em abril diz um adeus especial jogando em casa. "Onde tudo começou", fez questão de enfatizar na quarta. "É um presente que estou me concedendo para poder desfrutar da minha trajetória, para muitos amigos que me viram jogar desde pequenininho."

 
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