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08.03.2008 imprimir Imprimir
 

Delegados da Flórida e de Michigan voltam a protagonizar disputa democrata

WASHINGTON – Com os dois candidatos presidenciais em uma encruzilhada na batalha por cada delegado, líderes partidários e campanhas rivais começaram procurar meios na última quinta-feira para fixar as delegações da Flórida e de Michigan, que estão fora da contagem. No entanto, oficiais do partido se encontravam muito divididos sobre como agir frente ao impasse.

Após tal questão permear as últimas semanas, ela é agora ainda mais importante na disputa democrata, na medida em que é evidente a forte influência dos delegados para a nomeação partidária de ambos os senadores Barack Obama ou Hillary Clinton.

Hillary conquistou a maior parte dos votos nas primárias que aconteceram na Flórida e em Michigan no mês de janeiro. Mas os Estados anteciparam as votações, contrariando as regras do Comitê Nacional Democrata, de modo a fazer com que tais delegados não contem na convenção de indicação partidária. Nenhum dos candidatos realizou ativamente campanha nos Estados, e Obama não estava em jogo nas votações de Michigan.

Obama mantém uma pequena, mas estável, liderança sobre Hillary Clinton em termos de delegados, conquistados através de votos de primárias e caucus realizados em outros Estados. A campanha de Hillary, por sua vez, espera que possa ganhar vantagem com a votação popular da Flórida e Michigan, que juntos possuem um total de 367 delegados.

O destino dos preciosos delegados surgiu como um novo campo de batalha entre os rivais, que pode ser tão importante quanto às próximas primárias, que acontecem na Pensilvânia no mês de abril. Sobre os Estados, membros do partido e candidatos concordam que devem encontrar uma resolução e que estão abertos para nova rodada de votações. Tudo ainda deve ser definido, incluindo o tipo de competição, quando fazê-la, como determinar os delegados e ainda quem levantaria os multimilhões de dólares para a placa em cada localidade.

“Vou deixar que o Comitê Nacional Democrata faça sua decisão sobre como resolver o problema”, disse Obama à rede ABC na noite da última quinta-feira. “Mas quero ter a certeza de que, de alguma forma, teremos os delegados de Michigan e da Flórida na convenção.”

As campanhas não estão negociando entre si, mas dialogam com conselheiros e líderes do partido sobre uma variedade de opções.

Conselheiros de Hillary disseram que estão abertos para uma segunda votação sob algumas condições. Já consultores de Obama, segundo democratas, estavam um pouco mais preocupados, ao sentirem que a recente mudança na dinâmica eleitoral e psicológica pode se voltar contra o candidato em qualquer outra eleição realizada em tais Estados.

 
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