Petróleo se aproxima dos US$ 106 em NY com piora do cenário externo
As cotações do petróleo alcançaram nesta quinta-feira novos recordes após uma pequena explosão em Nova York, que aumentou o nervosismo dos operadores, um dia após o anúncio de queda das reservas americanas e da manutenção da produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). A desvalorização do dólar frente a outras divisas também tem pressionado a cotação. Às 9h30 (horário de Brasília), na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril do petróleo cru para entrega em abril avançava US$ 1,20, para US$ 105,72, depois de ter registrado um novo recorde histórico, a US$ 105,96.
Em Londres, o barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em abril ganhava US$ 0,81, a US$ 102,45 nesta manhã, depois de ter registrado um novo recorde histórico a US$ 102,95. Ontem, a commodity encerrou a sessão em Nova York a US$ 104,52, impulsionada pela surpreendente baixa dos estoques nos Estados Unidos. As reservas de petróleo nos Estados Unidos caíram em 3,1 milhões de barris na semana passada e ficaram em 305,4 milhões, segundo anunciou o Departamento de Energia.
A informação de que a Opep decidiu manter sua cota oficial de produção, fixada em 29,67 milhões de barris diários (mbd), durante reunião em Viena, também ajudou a elevar a cotação. A esse cenário se somou nesta quinta-feira a explosão ocorrida na Times Square, no centro de Manhattan (EUA). Segundo informações preliminares, a explosão aconteceu em um centro de alistamento militar. "O recorde pode ter sido uma reação súbita a esta notícia", comentou Mike Wittner, analista do banco francês Societe Generale. |