Dunga convocou a seleção brasileira ontem, com Ronaldinho de fora
Rio - A seleção de futebol mais badalada do mundo foi notícia em todos os continentes do planeta na tarde de ontem, quando o técnico Dunga anunciar a lista dos 22 convocados para amistoso do Brasil com a Suécia, marcado para o dia 26 de março, em Londres, na Inglaterra. Apesar de o jogo servir de preparação para as duas próximas rodadas das Eliminatórias da Copa de 2010, em junho, alguns jogadores com idade olímpica também devem ser chamados.
Os ‘medalhões’ Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Robinho estão garantidos na lista de Dunga. Mas o treinador quer aproveitar a oportunidade para conhecer melhor alguns jogadores com menos de 23 anos que pretende levar aos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto.
Entre os garotos com idade olímpica, o atacante Alexandre Pato, do Milan, é nome certo. Mas o volante Hernanes, do São Paulo, o lateral-direito Rafinha, do Werder Bremen, e o zagueiro Breno, do Bayern de Munique, também devem ser lembrados.
O amistoso contra a Suécia, no estádio do Arsenal, o Emirates, marca a comemoração dos 50 anos da conquista da Copa do Mundo de 1958, taça que o capitão Bellini levantou em Estocolmo, após a goleada brasileira sobre a mesma seleção sueca (5 a 2).
Este será o segundo jogo da seleção brasileira em 2008. Antes, o time comandado pelo técnico Dunga venceu o amistoso contra a Irlanda, por 1 a 0, no começo de fevereiro, em Dublin, com gol de Robinho.
FORA DOS PLANOS - O atacante Amauri, do Palermo, um dos mais cobiçados jogadores no mercado europeu na atualidade, não foi chamado Dunga ontem. Na semana passada, o agente do jogador declarou que ele poderia rejeitar uma convocação da seleção brasileira porque pode ser chamado para defender a Itália.
"A escolha da seleção em que ele quer jogar diz respeito somente a Amauri", disse Dunga, em entrevista à agência italiana Ansa. "No Brasil, existem muitos jovens jogadores e cada um terá seu espaço. Eu avalio a carreira de um jogador: se tivesse que convocar todos aqueles que fazem cinco gols em seis meses, eu estaria perdido. É claro que podem existir exceções, mas temos que ir devagar, sem apressar as coisas."