Governador de Nova York é acusado de envolvimento com prostituição
Nova York - O governador de Nova York, Eliot Spitzer, pediu na segunda-feira desculpas para sua família por ter sido vinculado a uma rede de prostituição de luxo. Spitzer está sendo investigado por ter se envolvido com uma prostituta e deslocado a mulher entre Estados, ação que é considerada crime nos Estados Unidos. "Agi de uma maneira que violou minhas obrigações com a minha família", afirmou o governador ao lado da mulher, Silda, com quem é casado há 21 anos e tem três filhas. Spitzer, porém, não comentou as acusações feitas pelo jornal The New York Times, o que levou opositores a pedirem sua renúncia.
Em reportagem publicada em sua página na internet, o jornal afirma que investigações federais apontam Spitzer como cliente da Emperors Club VIP. Uma conversa telefônica gravada do governador comprova o envolvimento dele com uma das prostitutas da rede. Nos arquivos da investigação, Spitzer é identificado como "Cliente 9" e aparece em uma ligação telefônica confirmando planos para uma das mulheres viajar de Nova York para Washington, onde ele tinha um quarto reservado na noite de 13 de fevereiro.
O site da Emperors Club VIP na internet mostra fotos dos corpos das garotas com o rosto coberto, acompanhadas dos preços por hora. Os valores dependem da categoria de cada garota, avaliadas em níveis de um a sete diamantes. As prostitutas com sete diamantes chegam a cobrar US$ 5.500 por hora por seus serviços.
Na semana passada, procuradores prenderam quatro pessoas que tinham ligações com uma rede de prostituição de luxo. No entanto, não foi revelado se era com essa rede que Spitzer estava conectado. Procuradores federais raramente acusam clientes em casos de prostituição. No entanto, um ato passado pelo Congresso em 1910 relativo ao tráfico humano e imoralidade em geral, qualifica como crime transportar uma pessoa entre Estados para o propósito de prostituição.
De acordo com uma fonte não identificada ouvida pelo Times, o governador ficou sabendo que estava envolvido na investigação na sexta-feira, e teria informado seus assessores de seu envolvimento no caso no domingo à noite.
Antes de ser eleito governador de Nova York, em 2006, Spitzer foi procurador-geral do Estado durante oito anos. Durante seu mandato ficou conhecido por lutar contra o crime organizado e perseguir duas redes de prostituição, que resultou na prisão de 18 envolvidos. Os governadores nos EUA têm grande importância política por causa da grande autonomia que cada Estado tem direito. Spitzer, do Partido Democrata, assumiu o cargo em janeiro de 2007 prometendo reformas, mas logo envolveu-se em um conflito com líderes republicanos estaduais, que acabou freando sua agenda política. |