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15.03.2008 imprimir Imprimir
 

Governador de Nova York apresenta renúncia ao cargo

Nova York - O governador do Estado americano de Nova York, Eliot Spitzer, apresentou na quarta-feira sua renúncia ao cargo depois de ter caído em desgraça pela revelação de suas ligações com uma rede de prostituição de luxo.

Ao apresentar a renúncia tendo ao lado sua esposa, Silda, Spitzer anunciou que o afastamento será consumado na segunda-feira da próxima semana. Silda, que teve três filhas com Spitzer e abandonou a carreira para cuidar da família, exibia uma aparência abatida e evitou olhar para o marido enquanto ele fazia a declaração.

Spitzer será substituído pelo vice-governador David Paterson, que se tornará o primeiro governador negro e cego de Nova York.

Na breve declaração, Spitzer não revelou se chegou a um acordo com promotores federais para escapar de acusações formais.

"Sigo adiante acreditando, como outros disseram, que a maior glória do ser humano não é nunca cair, mas ter a capacidade de levantar-se depois de uma queda", declarou Spitzer numa declaração de aproximadamente um minuto a jornalistas reunidos em Manhattan.

O governador deixou o local sem responder a perguntas dos jornalistas.

Na segunda-feira, Spitzer pediu desculpas em público à sua família por ter sido vinculado a uma rede de prostituição de luxo.

Ele vinha sendo investigado por transações financeiras suspeitas quando foi flagrado numa conversa telefônica contratando os serviços de uma garota de programa.

Spitzer é investigado por promotores federais pela tentativa de esconder o destino do pagamento de programas com prostitutas - valor que pode chegar a US$ 80 mil -, e por ter-se envolvido com uma das garotas da rede Emperors Club VIP e deslocado a mulher entre Estados (ação criminosa nos EUA). A advogada de Spitzer, Michele Hirschman, procurou a promotoria federal durante a semana para tentar conseguir um acordo no caso com objetivo de evitar acusações formais. Mas os responsáveis pela investigação do caso emitiram uma nota logo após a renúncia de Spitzer afirmando que ainda não chegaram a nenhum entendimento com o governador.

Investigações federais apontaram Spitzer como cliente da Emperors Club VIP, uma rede de prostituição de luxo que cobrava até US$ 5,5 mil por hora. De acordo com fontes ligadas à investigação, o governador teria utilizado os serviços da rede oito vezes em oito meses. Em seu último encontro, Spitzer teria desembolsado US$ 4,3 mil por quatro horas da companhia de uma das garotas.

A investigação aponta que o governador pagou para a garota viajar de trem de Nova York para Washington, onde ele tinha uma suíte de hotel reservada na noite de 13 de fevereiro, véspera do Dia dos Namorados nos EUA. Uma lei federal de 1910 relativa ao tráfico humano qualifica como crime transportar uma pessoa entre Estados para o propósito de prostituição.

 
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