FORO DE SÃO PAULO E CARTA DE MARULANDA
Na semana passada, prometi publicar o discurso proferido por Lula no Foro de São Paulo em 02 de Julho de 2005.
Por ser muito grande, são mais de 10 páginas, colocarei o que acredito ser mais relevante. Os leitores que não conhecem o Foro de São Paulo e que se interessarem pelo discurso na totalidade, podem pedir-me pelo E.mail e com muito prazer o enviarei.
Minha intenção ao publicar este discurso é para mostrar a criação de uma agremiação, com intuito de aglutinar os comunistas da América Latina e transformá-la num só país.
Para provar a ligação de Lula com as FARC, publico também a carta de Marulanda, chefe da organização terrorista, cumprimentando-o por sua reeleição.
Estamos assistindo um desmando coletivo na América Latina e do Sul sem tomar uma posição séria para impedir que o comunismo se apodere do país ainda mais.
Conta a história que a revolução, que cumprirá dia 30
deste mês 44 anos, aconteceu para impedir que João Goulart entregasse os comunistas e agora ao que parece,Lula está cumprindo o sonho daquele mandatário.
Aprendi que como formadora de opinião pública tenho a obrigação de provar o que escrevo. Não faço notícia, publico fatos.
1a Parte:
-Meus queridos companheiros e companheiras dirigentes do Foro de São Paulo que compõem a mesa. Meus queridos companheiros e companheiras que nos estimulam com esta visita ao 12o Foro de São Paulo...
...Como sempre eu tenho um discurso por escrito, como manda o bom protocolo da Presidência da República, mas como sempre, também tenho uma vontade maluca de fazer o meu improviso e eu queria começar com uma visão que tenho do Foro de São Paulo.
Eu, que junto com alguns companheiros e companheiras aqui, fundei esta instância de participação democrática da esquerda da América Latina, precisei chegar à Presidência da República para descobrir o quanto foi importante ter criado o Foro de São Paulo...
...Chávez participou do Foro de Havana e graças a essa relação foi possível construir com muitas divergências políticas a consolidação da Venezuela.
Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países, com nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar, sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção, de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente...
...E hoje nós somos um continente em que a esquerda deu, definitivamente, um passo extraordinário para apostar que é plenamente possível, pela via democrática, chegar ao poder e exercer o poder. Este poder que é construído no dia-a-dia. Esse poder que é construído a cada momento com muita dificuldade, mas quando exerce o pó cargo de presidente da República de um país, ele não será lembrado apenas pela quantidade de obras que conseguiu realizar ou apenas pela quantidade de obras sociais que ele fez. Eu tenho feito questão de afirmar, em quase todos os pronunciamentos, que a coisa mais importante que um governante pode fazer é estabelecer um padrão de relação entre o Estado e a sociedade e consolidar de tal forma que possa ser duradouro independente de quem seja o governo do país...
Continua na próxima semana porque apesar de publicar apenas partes do discurso, é-me impossível fazê-lo de uma só vez.
Tentarei na próxima semana sintetizar ao máximo o restante do discurso para ter condições de publicar a carta das FARC, caso contrário publicarei a carta separadamente depois de terminar o discurso presidencial. |