Prefeito de Detroit é indiciado por perjúrio e outros crimes
O prefeito de Detroit, Kwame Kilpatrick, do Partido Democrata, foi acusado na segunda-feira de perjúrio, obstrução da justiça e conduta incompatível com o cargo devido a seu envolvimento em um escândalo sexual e ao fato de ter aceitado pagar 8,4 milhões de dólares em uma ação judicial impetrada contra a cidade.
A polêmica em torno do político negro, antes apontado como uma estrela em ascensão dentro da legenda, paralisou o governo municipal e pode respingar na campanha presidencial e na questão sobre como o Partido Democrata tratará os delegados do Michigan, que estão sendo disputados pelos pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama.
O indiciamento por oito crimes anunciado por Kym Worthy, promotora do condado de Wayne, inclui duas acusações de obstrução da Justiça e quatro de perjúrio. Cada crime de perjúrio pode ser punido com uma pena de mais de 15 anos de prisão.
"O sistema judicial viu-se gravemente ridicularizado e a confiança do público foi pisoteada", afirmou Worthy, atacando com palavras duras o prefeito.
Segundo Worthy, advogados da Prefeitura de Detroit buscaram torpedear uma investigação de dois meses realizada por ela. A promotora disse que algumas das provas que tentou obter haviam sido extraviadas ou destruídas.
Christine Beatty, ex-chefe de gabinete de Kilpatrick, também foi indiciada por perjúrio e obstrução da Justiça.
Kilpatrick, de 37 anos, disse que continuará no cargo e que enfrentará as acusações enquanto tenta conseguir apoio para um programa de investimento de 300 milhões de dólares na cidade. |