Aviação americana bombardeia Basra
Bagdá - Aviões de guerra da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque bombardearam ontem a cidade de Basra pela primeira vez desde o início, esta semana, de choques entre as forças locais de segurança de grupos milicianos xiitas, informou ontem um oficial do Exército da Grã-Bretanha.
As forças iraquianas pediram à coalizão militar liderada pelos EUA no Iraque que bombardeasse pelo menos dois locais, prosseguiu o oficial britânico sob condição de anonimato. A fonte disse não poder fornecer informações adicionais sobre os alvos atacados nem sobre as possíveis vítimas dos ataques aéreos
Aviões militares sobrevoavam Basra havia três dias. Principal pólo de exportação do sul do Iraque, Basra é a terceira maior cidade do país árabe. A área era controlada por militares britânicos até dezembro do ano passado, quando toda a responsabilidade pela segurança na região foi transferida para os iraquianos.
Ao mesmo tempo, a polícia iraquiana informou que novos choques entre forças iraquianas e milicianos xiitas foram registrados ontem em pelo menos duas cidades ao sul de Bagdá. Os novos combates ocorreram em Nassíria e Mahmoudiya.
A polícia informou que quatro pessoas morreram e 14 ficaram feridas nos choques de ontem em Nassíria. Não havia informações imediatamente disponíveis sobre a violência em Mahmoudiya.
Na capital iraquiana, um toque de recolher foi imposto e a situação era calma nontem.
Árabes xiitas estão descontentes com o comportamento do primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, um xiita que tem supervisionado pessoalmente a campanha militar contra as milícias, dominadas por seguidores do clérigo radical Muqtada al-Sadr.
Diferentes grupos milicianos vêm lutando pelo poder em Basra, no sul do Iraque, perto da fronteira com o Irã. A repressão aos milicianos ameaça acabar com uma trégua unilateral observada desde meados do ano passado pelo Exército Mehdi, leal a Sadr.
Seguidores de Sadr denunciam que o governo está se aproveitando da trégua para esmagar a milícia. O governo iraquiano alega estar combatendo grupos criminosos. |