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09.04.2008 imprimir Imprimir
 

Brasileira presa na Suíça reclama de maus-tratos

Genebra - Uma brasileira acusa a polícia suíça de maus-tratos e gera uma polêmica no país. Jaqueline Lima, de 26 anos, foi presa por sete dias por ter vivido sem visto na Suíça e tentado retornar ao país. A brasileira se queixou no consulado brasileiro e na embaixada de maus-tratos e de que teria sofrido da polícia uma revista íntima antes de ser presa. A polícia nega as acusações, mas admite que a revista completa - inclusive de suas "partes íntimas" - era "imperativo" para verificar se a brasileira levava drogas.

A prisão ocorreu no dia 26 de março. Jacqueline havia morado no país em 2003, sem autorização, e acabou expulsa e impedida de voltar à Suíça. O problema é que a polícia identificou que, em 2007, ela também esteve em Genebra, violando a determinação da Justiça. Ha duas semanas, quando tentou novamente retornar à Suíça, foi detida e obrigada a cumprir pena de sete dias. Segundo ela, que diz viver com seu marido na França, a viagem de volta à Suíça era apenas uma visita de turismo.

Antes de ser levada para a cadeia, passou uma noite em uma delegacia na cidade de Lausanne. Jaqueline contou ao jornal suíço "Le Matin" que foi impedida de ir ao banheiro naquela noite, não pôde comer e os policiais não deixaram que tomasse seus remédios. A brasileira foi então transferida no dia seguinte à prisão em Chaux de Fonds. O problema, segundo ela, ocorreu na delegacia. "Achavam que era uma prostituta", afirmou.

Segundo ela, seus remédios foram confiscados e ela foi obrigada a pedir várias vezes para ir ao banheiro. "Fui humilhada", afirmou. Em uma carta à embaixada brasileira, a família alega que "o fato de ser estrangeiro acaba fazendo com que o tratamento seja pior a que de um animal na Suíça".

A policia do Cantão de Vaud, onde fica Lausanne, nega qualquer ocorrência de maus-tratos. Segundo o relato das autoridades, Jaqueline recebeu um sanduíche para se alimentar e foi autorizada a tomar seus remédios, oito horas depois de sua prisão. A polícia admite que ser presa e interrogada "nunca é uma experiência agradável" e alega que a brasileira estava nervosa.

"Quanto à revista completa, que implica as partes íntimas, ela é indispensável", afirmaram as autoridades. "Certas pessoas podem esconder objetos perigosos ou drogas. Isso é para sua proteção - a polícia é responsável por sua segurança - e pela segurança dos policiais."

 
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