Hillary perde o estrategista de campanha
A campanha da senadora Hillary Clinton, candidata democrata à Casa Branca, perdeu mais uma peça importante: o estrategista Mark Penn renunciou ao cargo, neste domingo. ''Após os eventos dos últimos dias, Penn não é mais estrategista-chefe de Hillary'', anunciou em comunicado Maggie Williams, diretora da campanha. Na sexta-feira foi revelado que ele se encontrou com a embaixadora da Colômbia para discutir o TLC (Tratado de Livre Comércio) entre aquele país e os EUA.
Hillary é publicamente contra o acordo. "A senadora Clinton ficou desapontada que os encontros com os colombianos tenham acontecido", disse um membro de sua campanha sob condição de anonimato. "Ao longo do fim de semana, Penn reconheceu que deveria sair."
Penn exerce o cargo de executivo da Burson-Marsteller, uma das maiores agências de relações públicas do país, que foi contratada por Bogotá para fazer lobby no Congresso em favor do acordo bilateral. De acordo com o jornal The Wall Street Journal, a empresa recebeu 700.000 dólares pelo trabalho.
Penn se desculpou pelo encontro com a embaixadora colombiana. ''Foi um erro de julgamento'', disse ele na terça-feira. Não adiantou. Até mesmo partidários de Hillary, como o governador da Pensilvânia, Ed Rendell, pediram a cabeça do estrategista. Ontem, o homem que inventou o termo ''candidata inevitável'' e decidiu vender Hillary como ''experiente'', deixou a campanha.
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