Debilidade da economia dos EUA pressiona Bovespa para baixo
É a primeira vez que índica fica abaixo dos 63 mil pontos desde 1o de abril. Ações de siderúrgicas estavam entre os papéis vendidos. O pessimismo de Wall Street com novos sinais de palidez da economia dos Estados Unidos fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operar no vermelho ontem (11). Por volta das 15h06, o Ibovespa recuou 1,27%, aos 62.722 pontos, abaixo dos 63 mil pontos pela primeira vez desde 1o de abril. De acordo com profissionais do mercado, o estopim para as vendas veio com a informação de que a gigante General Eletric teve lucro abaixo do esperado e reduziu estimativas de ganho para 2008, reforçando os temores de recessão nos Estados Unidos. O clima piorou com a divulgação de um relatório mostrando que a confiança do consumidor norte-americano caiu para seu nível mais baixo desde 1982, afetando as perspectivas para o gasto do consumidor.
As bolsas norte-americanas ampliavam suas perdas na última sexta-feira, puxando o índice Nasdaq para uma baixa de 2%, à medida que os resultados decepcionantes da General Eletric e dados mostrando uma fraca confiança do consumidor elevaram os temores com recessão. O índice Dow Jones tinha baixa de 1,66%, a 12.372 pontos. O Standard & Poor's 500 caía 1,61%, a 1.338 pontos. O Nasdaq retrocedia 2,15%, a 2.301 pontos "Essas notícias tiraram o apetite dos investidores estrangeiros por compras de ações na Bovespa", disse Kelly Trentin, gerente de análise da corretora SLW. A entrada líquida de recursos externos na bolsa paulista nos oito primeiros dias do mês somou R$ 2 bilhões.
Realização de lucros
Ações de siderúrgicas, que na quinta-feira ajudaram a Bovespa a fechar no azul, estavam entre os alvos de realização de lucros, seguindo também a queda nas cotações das commodities internacionais. Os papéis preferenciais da Usiminas recuavam 1,16%, a 105,95 reais, enquanto os da Gerdau perdiam 1,27%, a R$ 61,21. Da mesma forma, as ações preferenciais da Petrobras acompanhavam o declínio nas cotações do petróleo, recuando 1,15%, a R$ 79,41. Remando contra a maré, as ações preferenciais da Vale subiam 0,08%, a R$ 50,55. |