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16.04.2008 imprimir Imprimir
 

Dona de casa falsificava receitas e vendia remédio para emagrecer

Bauru, SP - A dona de casa Sandra Costa, de 50 anos, foi presa em flagrante na tarde de sexta-feira (11) pela polícia de Bauru, 343 quilômetros a noroeste de São Paulo, acusada de falsificar e comercializar atestados médicos e receitas de remédios.

Ela também responderá pela venda de medicamentos para emagrecimento. Os policiais encontraram na casa de Sandra vários carimbos com nome e registro de médicos conhecidos na cidade, além de um receituário da Secretaria Municipal de Saúde de Bauru Também foram apreendidos um caderno com os nomes de 250 supostos clientes e cartelas dos medicamentos Lexotan e Bromazepan.

Sandra era investigada havia algumas semanas por causa de anúncios publicados em jornais locais, onde oferecia tratamento para emagrecer.

Segundo o delegado José Dorneles Costa, da Delegacia da Infância e Juventude (Diju), a mulher utilizava menores para entregar os medicamentos e angariar clientes.

As apurações indicam que os carimbos e os receituários são cópias fraudulentas. Por isso, as investigações serão estendidas às gráficas que realizaram os serviços de impressão. Com o material, Sandra elaborava atestados de licença, cobrando dos interessados R$ 100 por um período de afastamento de 15 dias Ela também vendia os medicamentos que conseguia adquirir por meio das receitas falsas.

Um pacote promocional com a receita mais os medicamentos controlados era oferecido por Sandra a R$ 100. Um antidepressivo avulso custava R$ 2. Emagrecedores saíam por R$ 1 a unidade.

Com base na análise do caderno apreendido, os policiais avaliam que a mulher exerce a atividade ilegal há três anos. Possíveis clientes e pessoas envolvidas nos negócios de Sandra serão chamados para prestar depoimento. Ela é acusada de falsificação de documentos. A pena prevista para esse crime é de dois a seis anos de reclusão. Ela foi presa e encaminhada à cadeia pública de Avaí, 382 quilômetros a noroeste da capital.

O advogado de Sandra afirmou que pedirá o relaxamento da prisão, justificando que ela é responsável pela guarda e cuidado do pai, de 90 anos, que sofre de câncer. Sua ação criminosa, alega, seria decorrência de graves dificuldades financeiras.

 
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