ANP divulga nota e explica declarações sobre megacampo na Bacia de Santos
A assessoria de Imprensa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou há pouco nota em que procura esclarecer as declarações do diretor-geral Haroldo Lima, que no final da manhã da segunda-feira (14) informara a jornalistas sobre a descoberta, pela Petrobras, de um megacampo com reservas de 33 bilhões de barris de petróleo na chamada camada pré-sal da Bacia de Santos.
Na nota, a ANP afirma que as informações eram "oficiosas", mas oriundas da Petrobras, sobre o Bloco BM-S-9 no prospecto de Carioca. Os comentários feitos pelo diretor-geral da ANP foram de caráter oficioso, conforme publicado por vários meios de comunicação. Todas já eram de conhecimento público, tendo sido, inclusive, publicadas na edição de fevereiro da revista norte-americana World Oil, em coluna assinada por Arthur Berman.
Os esclarecimento da ANP fazem referencia ao 12o parágrafo da matéria assinada por Berman, onde está escrito em inglês: "Se os relatórios sobre o potencial da estrutura Carioca-Pão de Açúcar confirmarem a estimativa de 33 bilhões de barris de petróleo (média entre 25 e 40 bilhões de barris), e as estimativas das reservas de Tupi e Júpiter estiverem corretas em 6,5 bilhões de barris cada (média entre 5 e 8 bilhões de barris), Carioca-Pão de Açúcar seria o terceiro maior campo de petróleo no mundo. Isto seria o maior campo descoberto nos últimos 30 anos, com Tupi-Júpiter sendo a sexta maior descoberta no mesmo período".
As declarações de Haroldo Lima foram dadas durante participação no 4º Seminário de Petróleo e Gás Natural promovido pela Fundação Getulio Vargas, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. |