Em cima da hora:
Classificados BP
1 (973) 344-4555
   Canais

 
Home Page
Ed. Sábado
Artigos
Brasileirão
Cartas do Leitor
Classificados
Ed. Anteriores
Orkut
   Ed. Flórida

 
Home Page
Humordido
Classificados
Editorial
Expediente
   Social Press

 
Connecticut
New York
Social Press
   Colunas

 
Batucando
Dajosan
Léa Campos
Opinião
   Serviços

 
Consulados
Cotação
Tradução
   Interação

 
Anuncie
Assine
Expediente
Fale Conosco
 
   Colunas . Léa Campos

16.04.2008 imprimir Imprimir
 

BRASILEIRO, ÓRFÃO UNIVERSAL

Somos um povo abençoado por Deus, lutador, bravo, pacífico, resignado e sobretudo sem apoio oficial onde quer que estejamos.

Através da imprensa, tomamos conhecimento do que passam nossos patrícios, que pelo motivo que seja, acabam presos em outros países.

Não pretendo estampar o selo de santo em nossos imigrantes, mas também não posso aceitar que os abandonem à sua sorte apenas pelo status social ou financeiro.

São muitos os brasileiros que estão presos nos EEUU, por exemplo, por não serem residentes legais e que o único crime que cometeram foi deixar sua pátria em busca de um futuro melhor, já que a corrupção e os desmandos governamentais em nosso país não dão esperança a ninguém.

Esses brasileiros que foram apanhados lutando pelo pão de cada dia, estão nos diversos presídios americanos há mais de 90 dias, esperando um documento consular que os autorize a retornar ao país de origem.

Muitos não têm uma pessoa que possa fazer os tramites necessários e nosso patrício fica no ostracismo nos presídios, com presos comuns. Alguns até de alta periculosidade e nossos órgãos oficiais não se movem e nem comovem.

A sorte será a única que poderá resolver o problema.

Sei de casos de brasileiros que passaram por tentativa de estupro nas prisões. Outros foram espancados pelas autoridades e por outros presos, nenhuma posição foi tomada.

Recentemente fomos surpreendidos com o caso da brasileira envolvida no escândalo sexual que derrubou o governador de New York.

Andréia, que em Fevereiro foi condenada por explorar a prostituição, posse de drogas e lavagem de dinheiro, corria o risco de ser condenada à prisão perpetua. Se livrou por fornecer informações sobre o caso do governador, sendo beneficiada com a deportação.

É bom lembrar que Andréia vivia em um apartamento próprio na Park Ave., uma das áreas  nobres da cidade de New York, avaliado em mais de um milhão de dólares.

A nota curiosa desse fato é que pela primeira vez a imprensa americana testemunhou a visita do Cônsul do Brasil em New York, José Alfredo Graça Lima, para verificar as condições em que se encontrava a cafetina brasileira e de outro funcionário consular, cujo nome foi mantido em sigilo, que também a visitou no presídio.

Segundo a imprensa norte-americana, a polícia encontrou em poder da brasileira diversas provas de depósitos feitos pelo governador para a QAT. A polícia concluiu a ligação com o tipo de serviço que ele pagou à empresa, a qual Andréia tinha estreitas ligações.

O que incomoda é saber que muitos pais e mães de famílias estão presos sem ter nenhum envolvimento criminoso como os de Andréia. Repito, apenas e tão somente por estar trabalhando ilegalmente no país e nunca foram visitados por nenhum funcionário consular e muito menos pelo Cônsul Geral de New York.

O Brasil é o único país no mundo em que seus nacionais não têm apoio oficial no exterior. Ficamos à mercê das autoridades locais sem nenhuma assistência consular.

Quando buscamos um acompanhamento, recebemos como resposta que o consulado não pode interferir. Não digo para interferir e sim para dar pelo menos o famoso apoio moral tão necessário nesses momentos.

Infelizmente, nem todo brasileiro pode comprar um apartamento na Park Ave., nem tem meio milhão de dólares depositados em banco nos EEUU.

Andréia por ter sido “dedo duro”, ganhou o direito de levar em sua mala trezentos e cinqüenta mil dólares. Foi o valor do acordo por delatar o governador. Ela teve mais de meio milhão confiscado por ser dinheiro oriundo de prostituição e drogas, segundo o FBI, mas pôde levar uma parte e ainda viajou em classe vip, o que foi proporcionado pela igreja (?) de Edir Macedo, segundo informações da própria Andréia.

Os desgovernantes brasileiros deveriam ter uma atenção maior com os brasileiros que foram obrigados a buscar sorte em outros países, pois estes estão aplicando suas economias em nossa pátria, enquanto que elementos como Andréia, além de deteriorar o nome das brasileiras, ao que parece não tinha intenção de retornar ao país de origem, caso contrario não compraria um apartamento tão caro. São pessoas assim que rotulam o  Brasil como o país do futebol, do carnaval e das  mulheres mundanas,  quando a realidade é bem outra.

Por que será que somos avaliados pelo montante de nossas contas bancárias e pelo local em que moramos?

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

 
Comente sobre esta matéria:
 
nome:  
e-mail:  
assunto:  
Mensagem:  
   
Publicidade
Acesse!
Enquete
Na sua opinião qual o maior problema enfrentado pelos brasileiros nos EUA?
Preconceito
Imigração
Falta de trabalho
Custo de vida
Saudades de casa
Votar
resultado parcial...
BPMagazine.com Forum BP Assine Como Anunciar Fale Conosco Cadastro Eventos Famosos Aniversários Shows
  Publicidade
.
 
 
 
 
 
 
 
 
  clique para ampliar
Brazilian PressWebtiva.com | webdesign da Bahia Assine o Brazilian Press Anuncie no Brazilian Press Contatos