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16.04.2008 imprimir Imprimir
 

Imigração custa quase US$ 350 bi ao ano para EUA, diz economista

A imigração custa ao governo dos Estados Unidos US$ 346,4 bilhões ao ano, o que representa um gasto de US$ 9.139 por imigrante para os contribuintes americanos.

Esta é a conclusão à qual chegou o economista e presidente da empresa de consultoria ESR Research, Edwin Rubenstein, no estudo que elaborou sobre o impacto fiscal da imigração no orçamento geral do Estado.

O custo da imigração estimado por Rubenstein, mais que dobrar o déficit público de US$ 162 bilhões do ano passado, representa "somente" um terço dos US$ 500 bilhões previstos para este ano fiscal, segundo o analista.

O estudo não analisa o déficit gerado pelas prestações do Estado para os imigrantes nem os impostos pagos, mas se remete a um dos poucos relatórios elaborados sobre esta natureza, que data de 1997.

Nele, o NRC (Conselho Nacional de Pesquisas, na sigla em inglês) calculou que uma família média de imigrantes nos EUA recebeu há uma década US$ 13.326 em benefícios ao ano, frente aos US$ 10.664 que desembolsou em impostos, o que gerou um déficit de US$ 2.682 (de 1996).

Se estes números forem transferidos para o valor do dólar em 2007, o déficit se elevaria a US$ 3.408 em média por cada família de imigrantes, segundo Rubenstein.

Os estudos elaborados sobre o impacto fiscal da imigração nos EUA são poucos e vêm de centros privados, mas o Governo nunca analisou este tema.

Por isso, Rubenstein pretende "preencher uma lacuna informativa" com seu trabalho, e proporcionar à Administração federal "um ponto de partida" para que analise o impacto fiscal da imigração.

"Há muitas razões para estar preocupado com a imigração ilegal, mas quase todas são aplicáveis também à imigração legal", disse Rubenstein na apresentação do estudo.

"Qualquer um que esteja preocupado com o impacto da imigração ilegal nos salários ou no orçamento federal deveria estar também preocupado com impacto da imigração legal sobre estes fatores", reiterou Rubenstein.

O relatório, de 70 páginas, analisa o custo que representa para 15 departamentos federais assumir os cerca de 37 milhões de imigrantes --entre legais e ilegais-- que, segundo calcula, vivem atualmente nos EUA.

O economista estima que cada família de imigrantes formada por quatro pessoas custa aos contribuintes US$ 36 mil ao ano.

O Departamento do Tesouro fica com a maior despesa derivada da imigração, com US$ 146,6 bilhões ao ano ou US$ 3.868 por imigrante.

Este valor inclui US$ 100 bilhões em impostos federais que, afirma, o Estado perde em conseqüência da redução da renda dos americanos nativos por causa da força de trabalho imigrante.

Rubenstein calcula que os imigrantes representam 15% da força de trabalho dos EUA.

O departamento que tem menos despesas por causa da imigração é o de Defesa, cujo custo fica em torno de US$ 300 milhões ao ano ou US$ 7 por imigrante, segundo o estudo apresentado.

Outros departamentos fortemente impactados pela imigração são o de Seguridade Social, com um custo de US$ 58,3 bilhões (US$ 1.538 por imigrante); o de Saúde, com US$ 57,2 bilhões (US$ 1.509 por pessoa), e o de Segurança Nacional, com US$ 25,2 bilhões (US$ 665 por imigrante).

O economista afirma que o governo americano não elabora estudos similares porque não tem interesse e porque a imigração "beneficia empresários e negócios".

Além disso, o economista se mostra contrário à opinião de alguns analistas e da Administração de que a legalização ou "anistia" dos mais de 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA, segundo cálculos, contribuirá para melhorar o impacto fiscal porque estas pessoas terão que pagar impostos.

"Está comprovado que os benefícios recebidos pelos imigrantes são maiores do que os impostos pagos", afirmou Rubenstein.

 
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