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19.04.2008 imprimir Imprimir
 

Subemprego cresce mais para mulheres na América Latina, aponta OIT

A América Latina foi a única região no mundo onde o chamado subemprego cresceu nos últimos dez anos e de maneira mais intensa para as mulheres que para os homens, segundo um relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado em março.

Segundo Dorothea Schmidt, autora do relatório, o percentual de pessoas empregadas em condições precárias aumentou de 31,4% em 1997 para 33,2% em 2007. A variação ocorreu para ambos os sexos, mas a expansão foi maior para as mulheres, já que subiu de 30,1% para 32,7%.

A maior parte destes subempregos foi gerada no setor de serviços, segmento que deteve a maioria dos postos de trabalho criada na última década na região.

"Cerca de 25% das mulheres que trabalham na região são autônomas, mas o mais provável é que elas prestem serviços no setor informal, onde a renda pode ser diferente no dia-a-dia e onde a falta de sistemas de apoio social as tornam mais vulneráveis às variações do mercado", aponta o relatório.

"Nos últimos 5 anos, em termos de produtividade per capita, a América Latina não teve um bom papel, houve apenas um aumento de 1,8% em relação a 5,6% da Ásia, por isso é muito difícil gerar empregos regulares para uma população crescente", afirmou a pesquisadora.

Os dados de 2007 indicam que 64,6% das latino-americanas são trabalhadoras remuneradas e assalariadas, 25,5% são autônomas, 7,1% atuam nos negócios familiares auxiliares e só 2,7% são empregadores.

Maior participação

Por outro lado, a participação das mulheres latino-americanas no mundo laboral aumentou de 47,9% em 1997 para 52,9% em 2007. A taxa de desemprego feminino na região (10,9%), porém, continua sendo consideravelmente maior que a dos homens (6,09%).

Um dos aspectos positivos do relatório é que a diferença de gênero entre pessoas economicamente ativas diminuiu, não só pelo maior acesso das mulheres ao trabalho, mas por uma queda das taxas de participação dos homens no mundo laboral, já que eles ficam mais anos estudando antes de entrar plenamente no mercado de trabalho.

O relatório da OIT prevê um futuro negativo na América Latina, pois "as altas taxas de desemprego feminino e a grande quantidade de mulheres que têm emprego vulnerável em serviços de baixa produtividade são indicadores de um futuro instável para as perspectivas econômicas das mulheres".

Mundo

No mundo todo, os especialistas da OIT observam "uma modesta melhora" no mercado de trabalho, tanto nos raios de crescimento do acesso ao emprego das mulheres quanto na diminuição da diferença de gênero entre pessoas economicamente ativas.

O número de mulheres que participam do mercado de trabalho no mundo aumentou 18,4% na década passada. Apesar disso, mais da metade das trabalhadoras tem subempregos, e há menos de 70 mulheres economicamente ativas para cada 100 homens.

O número de mulheres desempregadas passou de 70,2 milhões para 81,6 milhões, e a taxa de desemprego feminino em 2007 foi de 6,4%, enquanto a dos homens foi de 5,7%.

 
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