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19.04.2008 imprimir Imprimir
 

União européia estuda exigir visto para turistas latino-americanos

Oficiais de polícia de Espanha e Portugal disseram ontem (dia 18), durante a Oficina de Cooperação e Coordenação de Policiais do Mercosul para o Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Foz do Iguaçu, no Paraná, que a Europa estuda implementar visto para a entrada de turistas latino-americanos.

Com a dificuldade de entrada nos Estados Unidos e a desvalorização do dólar, há um fluxo imenso de migrantes latino-americanos para a Europa. E quando há um desequilíbrio assim a tendência é de compensar de alguma forma. Essa forma pode ser o visto, disse Isabel Burke, adida policial portuguesa, que trabalha com a Polícia Federal brasileira, em Brasília.

Segundo ela, atualmente a maior comunidade estrangeira em Portugal é de brasileiros. E entre as prostitutas," as brasileiras são muito mais numerosas do que as portuguesas.

O adido espanhol Jose Emidio Morgade Lopo, que também vive em Brasília, concordou com Burke sobre a possibilidade da implementação de visto para turistas, já que os imigrantes ilegais traficados ou não entram geralmente dessa forma na Europa.

Segundo ele as brasileiras estão entre as vítimas do tráfico de pessoas mais numerosos na Espanha, e as medidas de deportação e repatriamento delas "são sem dúvida menos penosas do que elas passariam lá, nas mãos do tráfico.

Depois que elas entram na Europa, segundo Lopo, é muito mais difícil alcançar as garotas que viram prostitutas, espontaneamente ou não. Elas são deslocadas de cidade ou de país a cada quinze dias, para que não criem vínculos, especialmente não casem, porque se as organizações perdem a garota, perdem também o cliente que era assíduo, explica o policial espanhol.

Os dois policiais explicaram que o Acordo de Schenegen, assinado pela maior parte dos países da Europa, implementou um modelo de trânsito de pessoas que faz com que o fluxo seja livre e que só haja controle de imigração nas entradas do Continente.

Como lá dentro não há qualquer controle de passagem, todos os membros adotaram o mesmo rigor quando são portas de entrada. Foi isso que gerou confiança entre as autoridades, explicou Isabel Burke.

 
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