COLUNA DAJOSAN
WASHINGTON DC - MARYLAND - VIRGINIA
Agora, vamos levar a sério porque esta matéria vai dar o que falar a nível mundial e de repente a fome venha a ser um fato consumado. Leia e dê muita atenção a este press release que já venha alarmando os grandes produtores para uma nova era no mundo dos alimentos. Esta proposta vem de um grande jornalista brasileiro que reside em Maryland. Este Jornalista da Amazônia vai à ONU em Defesa de Alimentos
Desidratação em Alta Escala em meio à campanha contra biocombustíveis
Dário Santos
Washington , DC –19/04/08 --No dia em que se celebra a terra, o jornalista brasileiro Samuel Saraiva submeteu ao Programa de Alimentação das Nações Unidas PROJETO para desidratação de alimentos em alta escala. Samuel procura agora patrocinadores com o objetivo de dar um basta à fome e à inanição no mundo.
Defende que a produção de alimentos deve se fazer acompanhar de infra-estrutura adequada para armazenamento e processamento. Sua proposta ao Programa de Alimentação das Nações Unidas requer a construção de grandes centros de desidratação de alimentos. De acordo com dados das Nações Unidas, apenas cerca de 3 bilhões de pessoas, dos 6,5 bilhões da atual população da Terra, comem todos os dias. Diariamente, 100.000 pessoas morrem de inanição. Sob a luz desses números estonteantes, é imoral admitir que cerca de 20% dos produtos agrícolas são desperdiçados nos principais centros de distribuição e mais ainda em todo o precário sistema de armazenamento.
A desidratação de alimentos oferece múltiplos benefícios, incluindo período de validade maravilhosamente mais longo, que pode chegar a 5 e 6 anos, sem necessidade de armazenamento sofisticado em instalações caras. Além disso, a grande redução no peso e no volume dos alimentos desidratados barateia muito o transporte, especialmente onde ele é rodoviário, as distâncias são enormes e as estradas são ruins. Considere-se, ainda, a imensa vantagem da dispensa de refrigeração, sempre muita cara. O benefício seria máximo nos países onde são
freqüentes os desastres naturais ou existe instabilidade política. “É importante que a população tenha esse tipo de alimento estocado em quantidade suficiente para consumo emergencial, por um tempo mais longo, especialmente nessas áreas vulneráveis” - afirma Saraiva.
No documento enviado à ONU Samuel Saraiva ressalta: “Princípios de ética e justiça mandam que se evidencie o importantíssimo papel das Organizações GLOBO, do lengendário jornalista brasileiro Roberto Marinho, de saudosa memória, ao fazer freqüentes denúncias sobre o intolerável desperdício de alimentos, denuncias essas que me inspiraram a concepção deste projeto”.
O Presidente Lula, a quem Samuel também enviou a proposta, recomendou ao Departamento de Desenvolvimento Social e Luta contra a Fome a avaliação da factibilidade, seguida das medidas necessárias à sua adoção.
“Meu objetivo é conseguir um patrocinador que esteja tanto quanto eu interessado em ajudar na luta contra a fome.
“Uma fundação como a Bill & Melinda Gates, ou o de um empresário despreendido identificado com os objetivos filosóficos e práticos objetivados pela proposição facilitaria a implementação imediata de um ‘plano de negócio’”, enfatizou Samuel Saraiva para em seguida salientar: “Se não obtiver apoio por parte de países ocidentais gestionarei junto a governos e a iniciativa privada de potências asiáticas, como China, Coréia e Japão”.
Transcrição total ou parcial autorizada por USLatin Magazine.
Samuel Sales Saraiva Editor da USLatin Magazine, estudou Relações Internacionais e é membro da Associação Nacional de Jornalistas Hispanicos em Washington DC.
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