Cidade de Gaza, 22 - O grupo militante Hamas mudou de posição e está pronto para um trégua com Israel na Faixa de Gaza, disse na última terça-feira Ghazi Hamad, membro da organização Foi retirada, portanto, uma demanda prévia que exigia a inclusão da Cisjordânia em qualquer acordo.
A Cisjordânia é uma região controlada pela Autoridade Palestina, do presidente Mahmoud Abbas, líder do Fatah e inimigo do Hamas. Na área, há forte presença militar israelense.
Mediadores egípcios buscam interromper os combates entre militantes palestinos e o Exército israelense em Gaza.
Israel realiza geralmente incursões militares e ataques aéreos contra militantes que lançam foguetes de Gaza, território ao sudoeste de Israel. O Hamas tomou a Faixa de Gaza à força em junho, após derrotar o Fatah.
Hamad, porta-voz do Hamas, disse que o grupo aceita um cessar-fogo que "se iniciaria em Gaza" e, posteriormente, seria estendido para a Cisjordânia. Antes, o Hamas buscava incluir as duas regiões simultaneamente no acordo. A posição foi transmitida ao Egito e agora o Hamas espera uma resposta de Israel, informou Hamad.
O governo israelense já afirmou em vários momentos que não negociará com o Hamas. Um porta-voz do governo disse na terça-feira que seria mantida a pressão sobre o grupo, por causa das ameaças a civis israelenses.
"As medidas de defesa de Israel são necessárias, devido ao contínuo terrorismo empreendido" pelo Hamas, disse o porta-voz israelense David Baker. "Se não houvesse atividades terroristas, não seria necessária a atividade militar de Israel."
Militantes palestinos têm realizado, nas últimas duas semanas, uma série de ataques contra postos de controle instalados na fronteira de Gaza. O mais recente foi um atentado suicida no sábado, em que 13 soldados israelenses ficaram feridos. Os militantes consideram esses locais um símbolo do bloqueio econômico israelense na região.