Bolívia precisa de ajuda, considera OEA
Washington - A Bolívia precisa de ajuda para evitar a divisão territorial e resolver uma crise institucional que assola o país, diz um informe divulgado na quarta-feira pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Reunidos em Washington, os países representados na entidade afirmou considerar que "estão dadas as condições" tanto para o diálogo quanto para a violência no debate sobre as autonomias regionais na Bolívia.
Aristide Royo, embaixador do Panamá, argumentou que, sem ajuda, o presidente da Bolívia, Evo Morales, corre o risco de, quando transferir o poder, ser obrigado a dizer ao povo: "vocês me entregaram um país, e agora eu lhes entrego vários".
"Se não queremos isso, temos que fazer algum esforço", declarou o embaixador numa sessão extraordinária do Conselho Permanente da ORA para discutir a crise boliviana.
A sessão foi convocada para ouvir um informe do subsecretário-geral para assuntos políticos da OEA, Dante Caputo Ele visitou o país duas vezes em menos de um mês como emissário do secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, atendendo a solicitação de Morales.
Enquanto isso, líderes da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) declararam na quarta-feira em Caracas, na Venezuela, apoio ao presidente boliviano, Evo Morales, em meio à crise política boliviana.
Em declaração, o bloco - integrado ainda por Cuba e Nicarágua - "rejeitou o movimento separatista da oposição boliviana". Comemorando a vitória da esquerda na eleição paraguaia, Evo, que está nos EUA, parabenizou o presidente eleito do país, Fernando Lugo, e brincou, dando-lhe boas-vindas ao "eixo do mal" da região. |