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   Notícias dos Estados Unidos

26.04.2008 imprimir Imprimir
 

Grupo pede que candidatos eliminem lei contra imigrantes ilegais

Um grupo de imigrantes, ativistas e sindicalistas pediu aos pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos que revoguem a lei que impõe penalidades aos empregadores que contratarem imigrantes ilegais.

Os membros da Aliança Rompendo as Cadeias enviaram na última terça-feira (22) uma carta aos pré-candidatos democratas, Hillary Clinton e Barack Obama, e ao provável candidato republicano John McCain.

Na mensagem, eles indicam que os três já falaram em seus discursos da necessidade de fortalecer a lei de sanções ao empregador.

Tosh Anderson, que assina a carta em nome da Aliança, comentou que, apesar de neste momento não haver um debate migratório, esse será retomado sob uma nova Presidência, e, por isso, pedem aos candidatos que mudem sua posição e revoguem o estatuto, em vez de fortalecê-lo.

A carta indica ainda que a lei de 1986 torna os imigrantes ilegais mais vulneráveis à exploração e a ser vítimas de empregadores sem escrúpulos.

Em vez de ser uma medida que melhora as condições de trabalho, um de seus objetivos ao ser criada, contribuiu à deterioração das condições de emprego e vida dos operários, indica Anderson a Hillary, McCain e Obama.

Os ativistas alegaram ainda que a lei não interrompeu o fluxo migratório nem impediu os patrões de contratar imigrantes ilegais. Pelo contrário, disseram, "criminaliza" os imigrantes.

O grupo argumentou, em entrevista coletiva na quinta-feira (24), que a lei divide os trabalhadores entre aqueles que portam documentos em dia e imigrantes ilegais e que, essencialmente, nega aos imigrantes o direito ao trabalho.

No evento, eles carregavam cartazes com mensagens de "direitos iguais para todos os trabalhadores" e "eliminemos a lei de sanções"

Principalmente, reiteraram, a medida abriu as portas para que alguns empregadores abusem dos imigrantes ilegais com baixos salários e más condições trabalhistas, porque sabem que estes, com medo, não os denunciarão.

Na entrevista da última quinta-feira, foi citado o caso do mexicano Adolfo López, que durante três anos trabalhou 12 horas por dia em um restaurante entregando comida e limpando o estabelecimento por só U$ 15 (R$ 25) diários "por não ter papéis", enquanto os habitantes legais recebiam U$ 25 (R$ 41,80).

"A lei afeta a todos. Todos temos direito de trabalhar oito horas e compartilhar [tempo livre] com nossas famílias, porque muitos trabalham até 12 horas ao dia e não podem fazer isso", indicou López.

Na carta enviada a Hillary, Obama e McCain se questiona aos possíveis presidentes se é isto o que realmente querem para a nação e lembra que comerciantes, principalmente as pequenas empresas, trabalhadores e grupos de direitos civis, se opõem à lei.

"Por que vocês persistem em dizer que medidas como fortalecer as penalidades e a verificação da identidade por computador são a resposta? Assegurar que todos os trabalhadores tenham igualdade de direitos em seu vez de emprego é a resposta", afirmaram.

Nenhum dos candidatos presidenciais responderam à carta da Aliança. Entre os hispânicos, maior grupo de imigrantes dos Estados Unidos, Hillary é tida como a candidata com maior apelo.

 
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