Lula já se convenceu de que alta de combustíveis é inevitável
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que o aumento do preço da gasolina será inevitável. A decisão sobre quanto e quando isso acontecerá, no entanto, ainda não estava tomada até o início da noite de segunda-feira. Mas o presidente, em conversas com auxiliares, já reconheceu que, depois de 31 meses sem alterações no preço, "é razoável" que haja reajuste dos combustíveis.
No Palácio do Planalto, assessores do presidente lembram que o último reajuste dos combustíveis ocorreu quando o barril do petróleo estava na casa dos US$ 30. Na segunda-feira, o barril já ultrapassou os US$ 120 dólares. Por isso, ressaltam, todos já se convenceram e consideram que seja razoável que ocorra o reajuste
"Ninguém gosta de aumentar nada", comentou um ministro, justificando, em seguida, que também não se pode manter o preço defasado como está agora. O governo está preocupado com o impacto que este aumento da gasolina poderá ter na inflação. Afinal, a demanda está aquecida, o que levou o Banco Central a elevar os juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), para tentar conter a alta de preços.
No Planalto, entretanto, os dados recebidos pelo governo indicam que o impacto do reajuste da gasolina na inflação não será tão grande quanto se pensa. "É muito menos do que se fala", atestou um auxiliar do presidente. Ele reiterou que o que tiver de ser feito em relação a este assunto será feito, porque o governo não poderá ficar represando um reajuste eternamente.
Na opinião deste auxiliar, já que o reajuste é inevitável, é melhor que ele seja feito logo, para evitar maiores polêmicas e especulações. |