SERÁ LUGO, O MORALES DO PARAGUAI?
Não faz muito tempo escrevi sobre o que possivelmente aconteceria caso o ex-bispo Fernando Lugo se elegesse presidente do Paraguai.
Sua campanha foi pautada na mesma cartilha de Evo Morales: nacionalizar multinacionais ou adequar preços das mesmas.
Itaipu foi sua bandeira principal e ao que parece antes mesmo de tomar posse, o que acontecerá em Agosto próximo, ele já fala em forçar o Brasil a renegociar os termos do Tratado de Itaipu.
Lula já bateu o pé dizendo que de maneira nenhuma aceita negociar Itaipu com o presidente eleito no país vizinho, mas Amorim diz o contrário, que sim vai negociar com o presidente paraguaio.
É sabido que o contrato da Itaipu entre os dois países vigora até 2022, mas como o PresidenTe dos petistas governa para o mundo, é a Madre Lula do Brasil, não será surpresa se perdermos Itaipu como aconteceu com a refinaria de petróleo implantada em território boliviano.
A hidrelétrica de Itaipu inaugurada dia 5 de Novembro de 1982, produz energia que é dividida eqüitativamente entre os dois países. O Paraguai porém, usa apenas 5% para abastecer seu país e como o tratado proíbe a venda para outros países,o Brasil paga pela energia excedente o preço que foi estipulado no tratado, que é preço de custo e não de mercado. Atualmente o Brasil paga por MWH US$45,31,ressalta-se que os custos da obra ainda não foram totalmente cobertos.
O ano passado Paraguai recebeu US340 milhões de Itaipu e cerca de US100 milhões de Yacyretá, usina que aquele país compartilha com Argentina.
Lugo defende que seu país deve receber cerca de US2 bilhões anuais pela eletricidade que passa para o Brasil.
O Paraguai entrou na construção de Itaipu por fazer fronteira com o Brasil e por dividir nessa fronteira o Rio Paraná, que nasce entre Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, sendo o nono em extensão no mundo.
Segundo Mauricio Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), não é justo o que pretende o presidente bispo, já que a usina de Itaipu foi construída com recursos obtidos pelo Brasil e com know-how brasileiro, além de ter sido um grande negócio para o Paraguai, que se beneficiou com a energia elétrica e ainda vende os 45% restantes ao construtor da mesma. Não investiu nada a não ser metade do Rio que divide os dois países.
As histórias das esquerdas são sempre as mesmas e o Paraguai com o seu presidente bispo não é diferente, sob a alegação de que ParTe (já vi esse filme), do dinheiro será usado na saúde, educação e segurança, mas não pode deixar de lado os indígenas paraguaios.
Segundo o ex-bispo “o salário mínimo precisa ser revisto, pois atualmente 2 dos quase 7 milhões de habitantes ganham menos de 1.3 milhões de guaranis, cerca de US300”.
Não se tem notícias de movimentos populares para pressionar a mudança do tratado e sim de alguns organismos como a Controladoria.
Alguns senadores e deputados apresentaram projetos com propostas de alteração do acordo com críticas à gestão de Duarte (atual presidente), porém a preocupação maior é com outros temas, como saúde e educação, nem tanto com Itaipu.
O sonho maior do presidente recém-eleito é a “grande pátria”, uma América Latina integrada e sem fronteiras, é o mesmo sonho chavista com outro nome.
Lugo enfatizou que vai esgotar todos os canais de negociação com o Brasil e não descarta recorrer aos tribunais para defender os interesses paraguaios em relação a Itaipu.
Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Lugo citou os companheiros: Correa,( Equador) Michele Bachelet (Chile), Tabaré Vazquez, (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Kirchner (Argentina), Chávez (Venezuela) Ortega (Nicarágua) e como não poderia deixar de ser, Lula, com os quais conta para que Paraguai se integre ao continente.
Não será com mão de ditador que ele vai conseguir tirar o Paraguai do ostracismo.
Lula fez escola, pois Lugo repete sua falácia, prometendo uma vida digna para os pobres, para os índios e um salário que supra todas as necessidades.
Lula ao que parece foi eleito por unanimidade como o “Bobo da Corte” da América do Sul e de outros países também, todos querem tirar uma casquinha no país do Lula.
O pior é que sempre conseguem o que propõem, se a diplomacia falha entram com o autoritarismo próprio dos ditadores, como fez o governo boliviano.
Lula afirma que "como país mais rico que seu sócio Paraguai, o Brasil deve fazer um gesto de boa vontade".
Viva a Madre Lula do Brasil!
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