Internacional aplica 8 a 1 no Juventude e comemora o título gaúcho
Porto Alegre - O Internacional humilhou o Juventude com uma goleada por 8 a 1 e conquistou o Campeonato Gaúcho pela 38.ª vez em sua história no domingo, no Beira-Rio O time de Caxias, que havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, podia até perder por um gol de diferença, desde que marcasse um gol, mas viu seu sonho ruir em apenas três minutos, dos 26 aos 29 minutos do primeiro tempo, quando Danny Moraes e Fernandão fizeram 2 a 0.
Daí em diante, o Beira-Rio assistiu a um passeio triunfal do Internacional diante de um adversário atônito e impotente para reagir. O grande nome do jogo foi Fernandão. Depois de falhar no primeiro jogo, quando perdeu a bola que resultou no gol do Juventude, o capitão colorado confirmou que cresce nas decisões, liderou o time e, para não deixar dúvidas, marcou três gols.
"Não me abalei com aquele erro porque tenho confiança no time que eu jogo e sabia que poderíamos ganhar", comentou já no intervalo.
O título também foi especial para o técnico Abel Braga. Vencedor da Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa pelo Internacional, em 2006, ele nunca havia conquistado o Campeonato Gaúcho. Conseguiu na sexta tentativa, depois de fracassar em 1989, 1991, 1995, 2006 e 2007 e de passar a semana pedindo o título de presente para os jogadores.
A goleada começou a ser construída aos 26 minutos do primeiro tempo. Alex cobrou falta cruzando a bola para Danny Moraes cabecear para as redes. Fernandão fez o segundo e o terceiro, aos 29 e aos 31 minutos, escorando cruzamentos de Nilmar e Marcão. Alex marcou o quarto, cobrando falta, aos 37, e igualou-se a Mendes na artilharia do campeonato, com 13 gols.
O massacre prosseguiu no segundo tempo. Aos quatro minutos, Bustos cruzou e Fernandão marcou mais um. Logo depois, aos nove, outro cruzamento de Bustos, desta vez para Nilmar desviar do goleiro e ampliar a goleada para 6 a 0.
Aos 11, o zagueiro Índio tentou afastar um cruzamento de Ivo e acabou marcando, contra, o único gol do Juventude. Para se redimir, tratou de marcar também um gol a favor, o sétimo do Internacional, de cabeça, aos 32 minutos.
A festa foi completada no último lance do jogo, um pênalti sofrido por Andrezinho que Clemer, um goleiro que fez história num clube que já teve Manga e Taffarel, cobrou para estabelecer o placar histórico de 8 a 1. Ao comemorar, lembrou que o Juventude era considerado o carrasco do Internacional, por ter vencido sete dos últimos dez confrontos. "Isso não tem importância, a gente ganha na hora certa", sentenciou. |