Palmeiras goleia a Ponte e conquista seu 22.º Paulistão
São Paulo - Foi uma festa que há muito não se via no Palestra Itália. No domingo, em um estádio com mais de 25 mil torcedores vibrando e empurrando o time, o Palmeiras finalmente deu sua volta olímpica, e com estilo. Ao golear a Ponte Preta por 5 a 0, o time alviverde levantou o seu 22º troféu do Campeonato Paulista. Merecido.
A torcida esperava por esse momento desde 1996, quando o time do já vencedor técnico Vanderlei Luxemburgo foi campeão paulista pela última vez. Três anos depois, Luiz Felipe Scolari levou o Palmeiras à sua última conquista de peso, a Libertadores. No ano seguinte, vieram títulos menos expressivos, o Rio-São Paulo e a Copa dos Campeões. Em 2003, um ano depois do vexame do rebaixamento, levou a Série B. E não passou de mero coadjuvante nos demais torneios em que participou.
No domingo, num Palestra lotado, os donos da casa poderiam até perder por um gol de diferença para fazer a festa, depois da vitória por 1 a 0 no jogo de ida, em Campinas, por 1 a 0. A vantagem era imensa, e nem mesmo a decepção da eliminação na Copa do Brasil, pelo Sport, na quarta-feira, poderia atrapalhar. A Ponte até que tentou no começo do jogo, pressionou, mas não teve forças para aprontar na casa do adversário e amargou seu quinto vice-campeonato estadual em 108 anos de história.
O Palmeiras entrou com força máxima em campo. A Ponte também colocou seus melhores jogadores, apesar do mistério que o técnico Sérgio Guedes fizera durante a semana, ao dizer que Elias e César não jogariam. Enganou todo mundo, mas sem sucesso - César perdeu quase todas as bolas na zaga e Elias não teve o rendimento esperado no meio-de-campo.
Os donos da casa, ao contrário, não decepcionaram. No gol, Marcos mostrou mais uma vez por que voltou a ser titular. Pegou um difícil chute de Renato (que desviou na zaga alviverde) no primeiro tempo, com o jogo ainda 0 a 0, e uma bomba de longe de Vicente, no segundo. No fim, foi substituído por Diego Cavalieri e deixou o campo ovacionado pela torcida.
Jogando com tranqüilidade e administrando o resultado, era questão de tempo o gol palmeirense sair. E nem foi preciso se esforçar muito - após cruzamento pela esquerda, aos 19 minutos, Ricardo Conceição mandou contra o próprio gol. O placar favorável já praticamente assegurava o título ao Palmeiras, mas o torcedor só foi soltar o grito de campeão quando Alex Mineiro fez o segundo gol alviverde aos 35 minutos.
A festa da torcida ganhava força com o passar do tempo. Assim como a goleada palmeirense, que foi construída com facilidade na segunda etapa. Precisando de uma virada história para ser campeã, a Ponte foi para cima e deu espaço. Aos 28 minutos, Valdivia pegou a bola, passou por dois adversários e marcou um golaço. Alex Mineiro, em tarde inspirada, ainda anotou mais dois (aos 30 e 32) e assumiu a artilharia isolada da competição, com 15 gols marcados, dois a mais que o santista Kléber Pereira.
Ao grito de 'olé' da torcida, o Palmeiras tocou a bola com calma e poderia ter até aumentado a sua goleada. No fim, Diego Souza e Deda se estranharam e foram expulsos. Nada que estragasse a festa alviverde. A tarde de 4 de maio de 2008 entrou para a história alviverde. Fim do jejum de títulos, Palmeiras campeão estadual.