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07.05.2008 imprimir Imprimir
 

Jogadores do Palmeiras raspam a cabeça após o título

São Paulo - Boa parte dos jogadores do Palmeiras e até o diretor de futebol, Savério Orlandi, rasparam a cabeça ainda no vestiário. Para muitos, como o artilheiro Alex Mineiro, não fez diferença. O choque foi maior para o craque Valdivia, que cultivava sua longa cabeleira havia cerca de uma década, e não ficou muito satisfeito ao ser flagrado pelos repórteres.

"É, o pessoal combinou e raspou, tudo bem. Ser careca ou cabeludo, tanto faz", afirmou o Mago, visivelmente contrariado. Depois, foi se soltando e fez a promessa que a torcida palmeirense queria ouvir, ainda que talvez não vá cumprir. "Eu acho que fico. Não sei de nenhuma proposta e quero ficar no Palmeiras", reiterou Valdivia.

Outra vítima da brincadeira - que havia sido combinada pelos palmeirenses em caso de título - foi o lateral-esquerdo Leandro. Não contentes em passar a máquina no cabelo do jogador, os companheiros fizeram um corte "Cascão" no colega, inspirado no visual do atacante Ronaldo nas partidas finais da Copa do Mundo de 2002. "Conseguimos dar a volta por cima", disse Leandro, admitiu o abalo pela eliminação na Copa do Brasil.

Nos discursos, os jogadores se dividiram em dois grupos: os que ralaram o osso no ano passado sem ganhar nada com a camisa do Palmeiras e o os que renasceram nas mãos de Vanderlei Luxemburgo Fazem parte do primeiro grupo Leandro, o zagueiro Gustavo e os volantes Pierre e Martinez. No segundo grupo estão o lateral-direito Elder Granja, o volante Léo Lima (que não jogou por estar machucado) e os atacantes Denilson e Lenny.

Todos, no entanto, agradeceram em uníssono ao treinador Vanderlei Luxemburgo. "O Vanderlei é diferenciado. Ele montou esta equipe com muitos jogadores que estavam desacreditados. Eu mesmo não jogava havia muito tempo, por causa das lesões. Mas consegui dar a volta por cima aqui", disse Granja.

Martinez, que substituiu Léo Lima, contundido, também se rendeu ao treinador. "Nosso grupo é muito forte e o Vanderlei soube como motivar a todos."

Léo Lima viu o jogo no camarote da diretoria, teve o nome gritado pela torcida no intervalo, deu dezenas de autógrafos durante a partida e foi ao campo para curtir a festa da entrega do troféu e das medalhas. "Muita gente falou mal da minha contratação. Calei a boca dos críticos."

 
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