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14.05.2008 imprimir Imprimir
 

DUJIANGYAN, China - Equipes de resgate reviravam ontem os destroços de escolas e casas reduzidas a ruínas pelo pior terremoto em três décadas na China com a esperança de resgatar sobreviventes presos sob tijolos e vigas de concreto. O número de mortos na catástrofe aumentou ontem para mais de 12.000 apenas na província de Sichuan. Milhares de pessoas estão soterradas ou desaparecidas.

Um dia depois do poderoso terremoto de 7,9 graus na escala Richter, a mídia estatal chinesa anunciou que equipes de resgate haviam conseguido chegar ao condado de Wenchuan, onde foi localizado o epicentro do abalo sísmico. O número de vítimas na região do epicentro ainda é desconhecido.

O tremor de terra ocorreu pouco menos de cem quilômetros ao norte de Chengdu, capital da província de Sichuan, na região central da China, atingindo tanto amplas áreas urbanas quanto aldeias montanhosas.

A expectativa é de que o número de mortes aumente porque áreas remotas ainda não foram alcançadas pelas equipes de resgate e porque há muita dificuldade para encontrar vítimas sob os escombros. Até o momento, apenas 58 sobreviventes foram retirados dos destroços.

Somente em Mianyang, uma cidade próxima do epicentro do abalo sísmico, equipes de resgate confirmaram que 3.629 pessoas morreram e 18.645 estavam presas sob os escombros dos imóveis derrubados pelo terremoto, informou a Nova China. No despacho, a agência afirma ainda que as equipes de resgate constataram danos em larga escala aos imóveis, às estradas e aos dutos de água e gás da região.

Ao mesmo tempo, pelo menos 4.800 pessoas continuavam soterradas em Mianzhu, a cem quilômetros do epicentro, prosseguiu a Nova China citando autoridades locais.

Antes do surgimento dessas informações, o número oficial de mortos na tragédia havia sido elevado 11.921, segundo Wang Zhenyao, diretor da divisão de resposta a desastres do Ministério de Assuntos Civis. Pouco depois, porém, a Nova China informou que mais de 12.000 pessoas haviam perdido a vida somente na província de Sichuan.

A chuva prejudicava ontem os esforços de resgate. Um grupo de soldados chegou a suspender as missões de resgate por causa das fortes precipitações, informou a agência de notícias Nova China. Quatro helicópteros militares tentaram aterrissar durante a madrugada em Wenchuan, mas se viram obrigados a retornar a Chengdu, capital da província.

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, está na região e coordena os esforços de resgate. "Atualmente se desconhece a situação exata em Wenchuan, Lixian e Maoxian, porque as equipes de resgate ainda não puderam chegar a estas áreas", disse Wen.

"Temos encontrado muita dificuldade para realizar os trabalhos de resgate, pois os caminhos estão bloqueados, as comunicações cortadas e a persistente chuva dificultam muito nossos esforços", afirmou.

O governo chinês agradeceu à comunidade internacional pela disposição de enviar ajuda para os desabrigados pelo terremoto. "A China já abriu os canais internacionais para receber doações e dá as boas-vindas à ajuda internacional", disse Qin Gang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

 
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