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14.05.2008 imprimir Imprimir
 

Segundo a ONU, maioria das vítimas de ciclone em Mianmar não recebeu ajuda

Rangum - A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ontem que apenas uma pequena fração da ajuda internacional enviada à Mianmar está chegando às vítimas do ciclone que devastou o país em 3 de maio.

"Existe obviamente grande frustração com o fato de todo esse esforço de ajuda não ter sido acelerado" dez dias depois da passagem do ciclone Nargis, declarou Richard Horsey, porta-voz das operações humanitárias da ONU em Bangcoc, capital da vizinha Tailândia.

A tempestade devastou o delta do Rio Irrawaddy e deixou um saldo de mais de 62.000 mortos ou desaparecidos, de acordo com a contagem da junta militar birmanesa. A ONU especula que o número real de mortos provavelmente superaria a marca dos 100.000.

Do total de vítimas, segundo novos dados divulgados ontem pela tevê estatal birmanesa, 34.273 pessoas morreram e 27.838 estão desaparecidas.

Mais de 2 milhões de pessoas perderam as casas e as plantações de arroz das quais obtinham sustento.

O Programa Mundial de Alimentação, administrado pela ONU, informou que consegue enviar somente 20% da ajuda alimentar necessária por causa de gargalos, problemas logísticos e das restrições impostas pelo governo de Mianmar.

"A ajuda não está chegando a pessoas o bastante nem transcorre na velocidade necessária", queixou-se Horsey à Associated Press.

Grande parte dos sobreviventes está abrigada em monastérios budistas ou acampa ao relento, bebendo água contaminada por cadáveres e carcaças. Remédios e alimentos são escassos.

A junta militar não tem emitido vistos de entrada para agentes humanitários estrangeiros e controla a distribuição da ajuda enviada.

 
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