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31.05.2008 imprimir Imprimir
 

Relatório da Anistia Internacional condena China e EUA

Londres - Os Estados Unidos fogem de sua responsabilidade de proporcionar ao mundo uma liderança moral. Além disso, a China permite que seus interesses comerciais se sobreponham ao respeito aos direitos humanos em países como Mianmar e Sudão, afirmou a Anistia Internacional em relatório divulgado na quarta-feira.

O informe anual da entidade sobre a situação dos direitos humanos no mundo acusou os EUA por não exercerem uma clara liderança moral sobre a comunidade internacional. Além disso, Washington respaldou o governo do paquistanês Pervez Musharraf quando este impôs o estado de emergência no país, restringindo liberdades civis e a liberdade de informação.

"Como o Estado mais poderoso do mundo, os Estados Unidos estabelecem normas de conduta governamental em todo o mundo", afirma o texto da organização não-governamental. Foi citada também a situação na Baía de Guantánamo, onde os norte-americanos mantêm prisioneiros - a entidade pediu o fim dessa prisão.

A Anistia apontou que a China segue enviando armas ao Sudão, apesar do embargo decretado pelas Nações Unidas. Além disso, realiza negócios com países acusados de abusos na área de direitos humanos, como Mianmar e Zimbábue.

O informe acusa ainda a China de ampliar seu programa de "reeducação através do trabalho". Isso permite ao governo manter pessoas detidas e sentenciá-las a trabalhos manuais, sem tê-las julgado.

A secretária-geral da Anistia Internacional, Irene Khan, disse que é muito mais fácil superar os problemas no campo dos direitos humanos quando os países ocidentais e a China trabalham juntos. "A China tem vantagens ao tratar com certos governos", avaliou. Para Irene, o país precisa usar essa influência de forma responsável.

A entidade afirmou em seu relatório que há gente sendo torturada ou maltratada em 81 países. Além disso, homens e mulheres são submetidos a julgamentos injustos em pelo menos 54 nações - a liberdade de expressão não ocorre de fato em pelo menos 77 países.

Em seu relatório, a organização chama ainda a atenção para a Rússia, onde "foi evidente uma campanha repressiva sobre os direitos civis e políticos", principalmente na época das eleições parlamentares de dezembro.

 
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