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31.05.2008 imprimir Imprimir
 

Crise alimentar afeta particularmente 22 países, adverte FAO

Roma - A Organização das Nações Unidas (ONU) listou na quarta-feira 22 países considerados particularmente ameaçados pela crise mundial de alimentos, cujos altos preços têm agravado a fome e levado a protestos e distúrbios em diferentes partes do mundo.

Um relatório preparado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, conhecida pelas iniciais em inglês FAO, para uma reunião de cúpula em Roma na próxima semana, diz que os países em questão são mais vulneráveis porque já sofriam antes um quadro de fome crônica e se viram forçados a importar alimentos e combustíveis.

O documento cita Eritréia, Níger, Comores, Haiti e Libéria entre as nações particularmente afetadas pela crise.

A conferência de três dias terá início na próxima terça-feira na capital italiana e a expectativa é de que estejam presentes importantes líderes mundiais.

A FAO qualifica a reunião como uma "oportunidade histórica" para o relançamento da luta contra a fome e a pobreza no mundo e do incentivo à produção agrícola no países em desenvolvimento.

A elevação do preço dos combustíveis, o aumento da demanda, políticas comerciais falhas, a corrida aos mercados e a especulação fizeram os preços dos alimentos dispararem em todo o planeta.

"A crise expõe o frágil equilíbrio entre a provisão de alimentos no mundo e as necessidades da população", afirmou Jacques Diouf, diretor-geral da FAO.

O relatório adverte ainda que o mundo precisa se preparar para uma elevação ainda maior dos preços e para a continuação da volatilidade no mercado.

"Esperamos que os líderes mundiais que virão a Roma concordem com a adoção de medidas urgentes para incentivar a produção agrícola" e proteger a população mais pobre da elevação dos preços, disse Diouf.

De acordo com o relatório, a conferência deveria resultar em planos para incentivar a produção local de alimentos e elevar os investimentos no estímulo à produção.

A lista de 22 países "particularmente vulneráveis" à crise, segundo a FAO, é composta por Botsuana, Burundi, Camboja, Comores, Coréia do Norte, Eritréia, Etiópia, Guiné-Bissau, Haiti, Libéria, Madagáscar, Malavi, Moçambique, Níger, Quênia, República Centro-Africana, Ruanda, Serra Leoa, Tajiquistão, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.

 
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