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21.06.2008 imprimir Imprimir
 

As dimensões sociais do futebol
Brazil Soccer Academy

O Futebol é um dos esportes que mais tem revelado talentos nos últimos anos. Principalmente talentos que na maioria vem do Brasil, hoje considerado o país do futebol. Uma pena que alguns jogadores endeusados, considerados os melhores do mundo e que, até representam a UNICEF, tenham trazido indignação, não somente aos seus torcedores no Brasil e no mundo, mas indigno testemunho, diante de futuros craques que ainda nem sequer têm discernimento da dimensão que desvios de conduta podem alcançar no meio do futebol. O caro leitor com certeza lembrará bem rápido de no mínimo 3 jogadores, para encabeçar uma lista bem grande de exemplos que demonstram claramente não se preocuparem com o repercussão de seus atos no campo e no meio social.

Existe uma diferença que nem sempre o mundo percebe, no que refere aos craques de bola. Alguns são profissionais do futebol, outros excelentes jogadores de bola.

A diferença está na “bagagem de bolso.” Nela geralmente carregamos coisas mínimas, porém importantes e de valor pessoal e servirão para nos ajudar a qualquer momento. Por isso escolhemos, separamos e cuidamos bem delas.

Qual é a bagagem mínima desses jogadores, quando estão representando seus times ou outros órgãos governamentais de importância mundial ou dentro um avião em pleno vôo. Ou “numa noite que resolvem sair para se divertir”, afinal que mal há nessas coisas? Nenhum. Supomos que a “bagagem de bolso” de  certos jogadores,  principalmente daqueles que são mundialmente conhecidos, deveria estar cheia de referenciais, experiências,  boa conduta,  porém  tais valores se perdem tão facilmente nas mãos deles. Um desentendimento no campo, um vôo, uma noite de festa. Coisas que deveriam ser consideradas quotidianas são transfiguradas por atitudes impensadas e imaturas. Seus referenciais são espasmódicos, vêm e voltam. Por mais que tenham apreendido durante uma vida inteira no futebol, se colocam acima de valores morais e perdem o autocontrole. Esquecem que milhares de pessoas no mundo se espelham neles. Será que tiveram oportunidade de ter uma boa educação?

Uma criança não tem bagagem suficiente para discernir os princípios que sustentam o futebol. No mínimo ela pode dizer coisas sem nexo, porém pertinentes à sua idade, tais como: que não gosta do vermelho, por isso não torce pelo “Inter” ou que o grito da torcida adversária o incomoda. Por isso prefere não ir ao estádio, porém a visão dos pais ao participar da educação dos filhos para o futebol, deve ser sólida, concreta e realista, mostrando-lhes, que apesar de não gostar da cor vermelha ou do grito da torcida adversária, o “jogo vai rolar”. Os técnicos gritarão muito na beira do campo. Talentos continuarão surgindo, assim como, faltas desonestas, desentendimentos, choros e alegrias e fortes emoções, pertencentes às clássicas 80 mil pessoas num só lugar.

 
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