Conhecimento ou Competência, o que falta para os Técnicos de Futebol?
Competência não é uma palavra desconhecida. Quem já não ouviu falar daquele velho ditado: “Quem não tem competência não se estabelece”? Então eu tenho que me lembrar do Dunga, porque sempre gosto de me reportar a fatos recentes, será que ele tem conhecimento e competência para atuar como técnico da Seleção Brasileira?
E quem já não ouviu dizer “o mundo gira”? Muita gente. Por isso, só quero enfatizar que a ”globalização, a competitividade nos negócios e a rápida evolução das tecnologias tem exigido cada vez mais conhecimento dos profissionais, porém hoje em dia, apenas conhecimento não basta. É preciso saber aplicá-lo, obtendo resultados” é isto que os especialistas em recursos humanos chamam de competência.
Quem já não ficou diante de alguém que mesmo antes de falar seu nome, tentou lhe apresentar o seu “ background profissional”, listando as faculdades, pós-graduações ou doutorados? Ok. É ponto pacífico que o conhecimento sempre qualifica um profissional e o faz crescer em importância porém, apenas o conhecimento obtido através de formação ou informações já não é o bastante.
Um pessoa pode ter conquistado pós-graduação, doutorado, ter livros publicados sobre técnicas disso ou daquilo e ser incompetente, se não souber aplicar seus conhecimentos e obter resultados ou como profissional liberal ou para seu próprio negócio ou na empresa onde trabalha.
Diga-se de passagem, o Dunga tem experiência para representar a seleção brasileira como jogador porém, como técnico não tem demonstrado saber aplicar seus conhecimentos e obter resultados com a seleção, porque afinal, mesmo com toda a sorte de ter à sua disposição toda a infra-estrutura necessária, todos os recursos disponíveis, poder convocar o jogador que bem entender, mesmo assim, não conseguiu vencer sequer os últimos jogos contra a Venezuela, Paraguai e Argentina. Será então que a somatória das competências do Dunga são suficientes para mantê-lo como técnico da seleção brasileira de futebol? Responda você. Por outro lado, posso dar um exemplo de competência indiscutível, o Luxemburgo, desde que tenho acompanhado sua carreira como técnico, eu só o vejo conquistando vitórias e títulos, independente do nível dos jogadores ou do clube que ele representa. Independente de como ele encontra a “casa” , ou da opinião pública.
Um profissional polivalente, terá muito mais chances de obter resultados consistentes em sua profissão. Terá mais possibilidades de realização como pessoa e no grupo com o qual trabalha e com certeza terá mais “jogo de cintura” para enfrentar crises e administrar conflitos e ver os resultados de seu esforço como profissional e cidadão. E você leitor, já parou para pensar como está seu nível de competência para enfrentar a “seleção de desafios”? |