Marinha americana não permitirá que Irã feche Ormuz, diz comandante
ABU DHABI, Emirados Árabes Unidos - A Marinha dos Estados Unidos e seus aliados no Golfo Pérsico não permitirão que o Irã feche o Estreito de Ormuz, disse na quarta-feira o comandante das forças navais dos EUA no golfo.
O vice almirante Kevin Cosgriff, comandante da quinta frota dos EUA, fez a advertência durante uma reunião em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), com oficiais da Marinha americana que servem em outros países do Golfo Pérsico. O encontro de um dia em Abu Dhabi ocorre para os oficiais americanos discutirem a segurança das rotas marítimas na região, ameaçadas pelos ataques terroristas e a desenfreada pirataria no Mar Arábico.
A quinta frota é baseada no Bahreim, que fica no lado sul do Golfo, oposto ao Irã. Cosgriff disse que se o Irã fechar o Estreito de Ormuz, seria o mesmo que dizer ao mundo que "40% de todo o seu petróleo agora ficou refém de apenas um país."
"Nós não permitiremos que o Irã feche o Estreito," disse Cosgriff aos comandantes navais e especialistas marítimos.
Os comentários de Cosgriff são vistos como uma resposta a ameaças recentes de funcionários iranianos, de que o país fechará o estratégico estreito se Israel ou os EUA atacarem o Irã. Grande parte do petróleo queimado pela China, Japão, Coréia do Sul, Austrália e mesmo pelos EUA passa necessariamente por Ormuz.
No começo desta semana, Cosgriff já havia dito que uma ação semelhante do Irã seria vista como "um ato de guerra."
A estreita passagem de Ormuz já foi palco de alguns incidentes entre as marinhas americana e iraniana. Em 6 de janeiro, cinco barcos patrulha iranianos desafiaram navios americanos com disparos e tentaram bloquear a passagem de um comboio. Em meados de dezembro do ano passado, um pequeno navio de guerra americano disparou um tiro de advertência contra um navio iraniano que havia se aproximado.
As marinhas da Grã-Bretanha e do Irã também tiveram incidentes no Golfo Pérsico. No ano passado, os iranianos capturaram 15 marinheiros britânicos, que supostamente buscavam um navio mercante na estreita costa do Iraque. Segundo o Irã, o navio britânico havia invadido águas iranianas. O Irã libertou os 15 marinheiros após duas semanas de detenção. |