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12.07.2008 imprimir Imprimir
 

Após aprovação no Senado, Bush sanciona lei de escutas

Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sancionou na quinta-feira uma lei que muda as normas que regulam as escutas telefônicas. O texto também garante imunidade às companhias telefônicas que ajudaram Washington a espionar norte-americanos em possíveis casos de terrorismo.

O presidente descreveu a medida como "uma lei chave, que é vital para a segurança de nossos cidadãos". Bush assinou o texto em uma cerimônia nos jardins da Casa Branca, um dia depois de o Senado aprová-lo.

O projeto foi discutido de modo acalorado no Congresso durante meses. No Parlamento foram tratadas as normas de vigilância do país e o programa presidencial de escutas telefônicas sem autorização judicial, iniciado após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Nesses debates foi discutida a privacidade e as liberdades civis dos cidadãos em um quadro de medidas para se evitar ataques terroristas. Outro elemento era o medo do Partido Democrata de ser considerado fraco quando se trata de proteger o país.

A aprovação foi uma grande vitória para o impopular Bush, que conseguiu sucesso no Congresso quando foram debatidos temas de segurança nacional e espionagem.

Bush apontou que os ataques de 11 de Setembro "mudaram nosso país para sempre". Para o presidente, os atentados mostraram às autoridades a necessidade de se saber com quem falam e o que dizem os inimigos dos EUA.

"Depois dos ataques de 11 de Setembro, poucos de nós imaginávamos que estaríamos sete anos depois sem nenhum outro ataque em território norte-americano", avaliou Bush. Para ele, porém, isso não significa que os terroristas se renderam.

Antes da sanção presidencial, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) informou que contestaria a lei nos tribunais. Na opinião de Bush, o texto fornece ao governo ferramentas para combater o terror, sem comprometer as liberdades civis.

O vice-presidente, Dick Cheney, o secretário de Justiça, Michael Mukasey, o diretor de inteligência nacional, Mike McConnell, e mais de uma dezena de congressistas acompanharam Bush durante a cerimônia de assinatura do documento.

 
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