Brasil perde para Grécia no Pré-Olímpico de Basquete
Atenas - Aconteceu o previsto, mas não o esperado. A seleção brasileira masculina de basquete contava com uma derrota para a forte seleção da Grécia no Torneio Pré-olímpico Mundial. E isso, de fato, ocorreu. Mas o que incomodou o técnico espanhol Moncho Monsalve foi a maneira como a equipe do Brasil se comportou na partida da quarta-feira, em Atenas: perder por 89 a 69, com uma diferença de 20 pontos no placar, foi além do que o comandante imaginava.
Dificuldades na defesa, ansiedade na hora de definir bolas e a perda de equilíbrio de jogo. Problemas que, segundo Moncho, não podem acontecer no decisivo duelo contra a Alemanha, na sexta-feira, pelas quartas-de-final do Pré-Olímpico. Mesmo porque, em caso de derrota para os alemães, o Brasil estará definitivamente fora da briga por uma das últimas três vagas para a Olimpíada de Pequim.
"A verdade é que só jogamos basquete por 10 minutos", avaliou o treinador espanhol, referindo-se ao consistente primeiro quarto da equipe brasileira, quando todos os seis lances livres, por exemplo, foram convertidos, e o Brasil terminou a etapa apenas um ponto atrás do adversário (18 a 17).
No segundo período, porém, a seleção brasileira perdeu a concentração e entrou no jogo da Grécia. "Foi incrível como eles nos mataram com a defesa", surpreendeu-se Moncho. "Eles vieram com uma defesa agressiva, jogando no limite das faltas e nós não soubemos fazer as nossas jogadas", lamentou o pivô Tiago Splitter, cestinha da partida com 20 pontos.
O Brasil, então, perdeu muitas bolas. E, sem poder utilizar o armador Marcelinho Huertas, já com quatro faltas, deixou a vantagem grega aumentar para 10 pontos. Embora a equipe tenha casa tenha tido apoio maciço de sua torcida - a Arena Olímpica estava com seus 20 mil lugares quase que totalmente preenchidos, com ingressos que variavam de 20 a 60 euros -, os brasileiros acreditam que o trio de arbitragem é quem acabou sentindo a pressão do ginásio lotado.
"O ginásio cheio, na partida contra os donos da casa, pode ter mudado um pouco as decisões dos árbitros", admitiu o ala Alex Garcia, capitão da seleção brasileira, que encerrou a partida também com quatro faltas. "Não concordamos com algumas decisões e acho que algumas faltas marcadas foram desnecessárias", continuou o pivô Ricardo Probst, que, junto com o ala Jonathan Tavernari, foi o reserva que mais tempo ficou em quadra.
Na sexta-feira, contra a Alemanha, o Brasil terá seu jogo-chave na competição. A última partida em que não pode perder se ainda quiser sonhar com a vaga olímpica - mesmo se for à semifinal e acabar derrotado, a seleção brigará pela classificação quando decidir o terceiro lugar. "Estamos aqui para vencer três dos nossos cinco jogos", lembrou Ricardo Probst.
Enquanto isso, Moncho faz questão de lembrar que apenas com a regularidade e a força dos primeiros dez minutos do jogo da quarta-feira é que será possível chegar à segunda vitória na competição, contra a Alemanha, e continuar sonhando com a vaga olímpica. |