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09.08.2008 imprimir Imprimir
 

União Européia decide aplicar sanções mais severas contra o Irã

Bruxelas - Os países da União Européia (UE) decidiram aplicar novas sanções contra o Irã por causa do programa nuclear da república islâmica, anunciou ontem a presidência do bloco de 27 nações. As medidas punitivas incluem restrições a empréstimos públicos e inspeções de carga mais rigorosas.

As novas sanções expandem os limites existentes ao comércio com o Irã além dos três pacotes vigentes de resoluções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país, que determinam o monitoramento de transações comerciais e bancárias. "Essa decisão aumenta a amplitude das medidas restritivas adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU" em dezembro de 2006 e em março de 2007, diz um comunicado divulgado em Bruxelas pela presidência da UE.

Entretanto, as novas medidas punitivas não chegam ao ponto de impor sanções ao comércio de petróleo e gás com o Irã, como chegaram a ameaçar alguns ministros da UE em junho.

A França, que ocupa a presidência de turno da UE, informou ainda que os governos europeus acompanharão mais de perto as instituições financeiras que fazem negócios com bancos iranianos e intensificarão as inspeções em aviões e navios a caminho do Irã.

O anúncio ocorre dias depois de os Estados Unidos e a França terem considerado insuficiente a resposta iraniana a um pacote de incentivos proposto pela UE em troca da suspensão do programa de enriquecimento de urânio da república islâmica.

Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.

Em seus relatórios, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) têm informado não haver sinais de um programa nuclear com fins militares e os serviços secretos dos EUA divulgaram relatório há alguns meses afirmando ter evidências de que um programa nuclear militar mantido pelo Irã teria sido encerrado em 2003.

Ainda assim, EUA e Israel não descartam a possibilidade de bombardear o Irã caso o país não desista do enriquecimento de urânio, um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas. As informações são da Dow Jones.
 
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