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   Colunas . Léa Campos

13.08.2008 imprimir Imprimir
 

A HISTÓRIA SE REPETE

Amanhecemos no dia 01 de Abril de 1964 com a novidade de que o presidente João Goulart fora deposto num movimento que apelidaram de “Revolução de 64”.

Não foi uma revolução, já que esta é feita por uma idéia em favor de algo. O que houve foi um movimento para derrubar o presidente. Foi uma ação do contra e não a favor.

Era para coibir o comunismo, a subversão e a corrupção, mesmo sabendo que estes dois últimos nunca acabam. Pode-se reprimir, mas jamais destruí-las. Dito movimento era para corrigir e não para criar algo novo e isso não é revolução.

O que houve realmente foi um “Golpe de Estado” sob a liderança dos governadores: Ademar de Barros (SP), Carlos Lacerda (Guanabara), Ney Braga (PR), Ildo Meneguetti (RS), Magalhães Pinto (MG) e o Senador de Goiás, Juscelino Kubstcheck, com o objetivo de afastar Goulart e Brizola das eleições presidenciais de 1965, apoiados evidentemente pelo exército.

O plano contemplava com a idéia de que o presidente que assumisse faria um programa de saneamento com o intuito de retorno ao Estado de Direito, o que não aconteceu.

Goulart contava com o apoio das forças sindicais comunistas e de uma ala militar que acreditava na promessa do presidente de sindicalizar as forças armadas.

Contra esse grupo estavam os militares de linha dura liderado por Costa e Silva, ministro de Guerra, (hoje Comando do Exército), que temiam o intervencionismo de Cuba e principalmente da URSS com quem Goulart era bem relacionado.

Esta introdução é para alertar nosso povo sobre o risco que corremos e que a história se repete e de forma bastante perigosa. Se naquele então corríamos o risco de cair em mãos de comunistas, hoje caminhamos para cair em mãos de terroristas.

Nosso país está sendo invadido e com apoio não somente do presidente Lula como das forças armadas e a PF.

O que está ocorrendo em Roraima é digno de atenção e ação.

É sabido que este estado é o maior produtor de urânio no mundo, além de outras riquezas minerais e pedras preciosas, entre elas a alexandrita, encontrada apenas nesta região em toda a América. Além disso, a floresta amazônica cuja maior parte se encontra em nosso território é a inveja de muitos, não somente pela madeira e sua flora medicinal, mas principalmente pelo petróleo ali existente.

De um lado os norte-americanos, que por meio de particulares, aos poucos vão adquirindo terras naquela área com a bênção do presidente, que assinou a lei para venda de terreno naquela área, do outro lado os terroristas das FARC, que vêem nossa floresta não como fonte de riqueza e sim como área de abrigo e para cultivo de coca e como infelizmente o comprometimento do atual PresidenTe e seus homens ( segundo a imprensa mundial)  com estes terroristas é tão visível,  nada será surpresa.

Viramos terra de ninguém.

Os índios Yanomami, (Roraima) estão sendo aliciados pelo governo americano e levados para os EEUU e já instalou uma base militar do outro lado da fronteira,  (Colômbia) com o objetivo de que a ONU depois de tornar dita área independente  do Brasil, dê a tutoria do território para os EEUU, que aos poucos afastarão os índios apropriando-se da região.

Paralelo a isso, o próprio governo ordenou à Polícia Federal invadir e desapropriar as fazendas do estado de Roraima sem se importar a quem pertencem.

Sem mandato judicial os policiais chegam, rompem as correntes das porteiras e entram intimidando os proprietários com militares armados.

O You Tube está  mostrando as arbitrariedades que são cometidas,mas segundo afirma um dos agentes: “estou cumprindo ordem especial do presidente Lula, não posso fazer nada, são ordens do presidente, as eleições estão chegando, escolham melhor os candidatos”....

Lula prometeu falar grosso. Já começou.

Na fazenda Canadá,ouvimos o seguinte diálogo entre um agente e um fazendeiro:

  • -“O senhor tem mandato judicial para entrar em minha fazenda?”
  • -“Negativo, não tenho nenhum mandato”
  • -“ Sem mandato não permito a entrada de vocês”
  • -“ Então vamos entrar à força como em outras propriedades”
  • -“ Vou resistir e vocês não entrarão”;
  • -“De que maneira o senhor vai resistir?”
  • -“Dentro da legalidade”
  • -“O senhor vai resistir de alguma outra forma ?”
  • -“Vou resistir dentro da legalidade, na justiça (?)”
  • -“Ok, tudo bem”

E caminhando para a porteira rompeu as correntes dando em seguida voz de comando: “Acampamento Águia, desembarcar e formar linha na frente”...

É vergonhoso que o próprio Ministro da Justiça (ou seria Injustiça?), comandou pessoalmente a operação  para expulsar os fazendeiros.

Para quem vivenciou o período da ditadura militar (me incluo), dói ver nosso país escapar de nossas mãos para cumprir compromissos obscuros de pessoas inescrupulosas. Apesar da falta de liberdade na época dos militares, éramos felizes e não sabíamos. Brasil. Ame-o ou deixe-o.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

 
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