Seleção de vôlei é recebida com festa nas ruas de São Paulo
São Paulo - "Venham prestigiar a seleção feminina de vôlei, campeã olímpica em Pequim!". O carro de som que cruzou a cidade não poderia ter sido mais específico: seguia as 12 jogadoras e toda a comissão técnica do time do Brasil, que desfilaram pelas principais ruas de São Paulo, nesta quarta-feira, depois da vitoriosa campanha na Olimpíada e da longa viagem de volta para casa.
São Paulo já havia presenciado outras duas carreatas nos últimos dias. Na terça-feira da semana passada, o nadador César Cielo inaugurou a temporada de campeões olímpicos em desfile. E na última terça, foi a vez da saltadora Maurren Maggi, que também ganhou ouro em Pequim. Mas, como a propaganda é a alma do negócio, só as meninas do vôlei conseguiram realmente mobilizar transeuntes e trabalhadores em pleno expediente na comemoração pelo título - resultado de uma bem montada estratégia de "divulgação" das campeãs.
O carro de som que acompanhou o veículo do Corpo de Bombeiros, onde estavam os integrantes da seleção, tocava música alta e o narrador conclamava: "Deixem o trabalho e dêem os parabéns para nossas campeãs". O nome de todas as jogadoras do grupo também foram ditos em alto e bom som. Choviam papéis picados sobre as atletas. Tudo para atrair a atenção do paulistano.
Em todo o percurso - que começou na região da Avenida Tiradentes, zona norte, e só terminou no Aeroporto de Congonhas, do outro lado da cidade, rasgando o chamado "centro velho" (Praça da Sé, Rua Boavista, Viaduto do Chá) e a Avenida Paulista -, torcedores agitavam bandeirinhas do Brasil. Foram devidamente distribuídas por seguranças minutos antes da passagem da carreata da seleção. Recepção de luxo montada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), a mais rica entidade do esporte olímpico.
O técnico José Roberto Guimarães era um dos mais emocionados com a festa desta quarta-feira, embora já conhecesse a comemoração de um título olímpico - venceu os Jogos de Barcelona, em 1992, com o time masculino do Brasil. "Mas elas não têm noção do que está por vir", afirmou o treinador, ainda na entrevista coletiva concedida antes do desfile.
Zé Roberto lembrou que as homenagens começaram quando todos ainda estavam no ar. "Dois caças da Força Aérea ficaram alinhados ao avião, acompanhando nossa chegada. Foi emocionante", contou o treinador, feliz da vida por ver, mais uma vez, o trabalho reconhecido - agora, com as meninas do vôlei. |