Gilmar Mendes avisa que não vai à CPI dos Grampos
Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou na quinta-feira (11) que não vai depor na CPI dos Grampos. "Não devo comparecer. A orientação do tribunal é de que nós não devemos comparecer às CPIs", disse. "Se entende que não é conveniente (ministro do STF ir à CPI), tendo em vista os vários aspectos institucionais, de modo que eu não devo comparecer", completou.
Gilmar Mendes disse que "em algum momento" poderá ir a uma comissão especializada do Congresso, mas não na CPI. "Estive lá (Congresso) discutindo medidas provisórias, emenda constitucional, poderia discutir esses outros aspectos, mas não na Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou.
O presidente do STF disse que as interceptações telefônicas devem ser uma exceção. "Nós estamos a clamar para a idéia de excepcionalidade da concessão desse tipo de interceptação, chamando a atenção para a necessidade realmente de uma certa reverência com os direitos fundamentais", afirmou. "Essa não pode ser a única prova nem a prova inicial de modo que se tem que ter muito cuidado com esse tipo de prática", concluiu
Há duas semanas, a revista 'Veja' publicou trechos da interceptação telefônica de uma conversa entre o presidente do STF e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O episódio provocou o afastamento da cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), suspeita de participação na escuta ilegal, e a abertura de uma investigação conduzida pela Polícia Federal para identificar o autor do grampo. |