EU POSSO, ELES NÃO!
Caladinho se vê mais bonitinho, Lula!
Nunca em nenhum governo, o Brasil teve um presidente tão populista como Lula. Disse populista, não popular, pois a popularidade dele não é generalizada, ela está limitada aos empresários beneficiados pelo sistema, aos “bolsistas” e ao portadores de carteira de PeTralha, esses três fatores aliados à falta de informação verdadeira fazem a popularidade de Lula, confundindo os menos esclarecidos.
Ao longo de sua vida, quer seja de oposição como situação, Lula acusou os países ricos de “populismo nacionalista”, agora a cantoria é outra, ele acusa o sistema financeiro mundial de haver investido em uma “jogatina” que resultou na atual turbulência econômica.
Ao se despedir de sua fraca e discreta temporada na Assembléia Geral da ONU, Lula “decretou” o fim da era neoliberal.
Nos três dias que esteve em New York, o PresimenTe dos PeTralhistas ofereceu declarações, escudado tão somente na popularidade alcançada demonstrada por pesquisas encomendadas pelo Planalto, afirmando que o Brasil não foi atingido pelas mazelas econômicas que vêm ocorrendo nos EEUU.
Seria este o tão propagado milagre econômico brasileiro? Se a crise não nos pegou porque o dólar está subindo novamente e a Bovespa vem caído tanto e fechou na segunda-feira, obrigando-o a assinar uma MP para favorecer aos bancos pequenos com empréstimos do BC?
O pior cego não é o que não vê e sim o que não quer enxergar.
Lula descobriu que a água molha ao dizer que “a crise demonstra que também no sistema financeiro, o governante precisa ter seriedade. É preciso ética, não é apenas o cidadão que deve ser ético”.
No alto de minha ignorância, eu pensava que um governante tem a obrigação de ter seriedade em tudo e sobretudo ser ético.
Não façam aos demais o que não quer façam a si. Esta frase deveria ser adotada pelo PresidenTe dos TraPalhadores brasileiros, que sempre diz que não aceita ingerência externa, ( a menos que venha do quarteto parada dura: Castro, Chaves, Morales e Correa), mas não perdeu a chance de meter seu nariz onde não foi chamado, dando palpites na campanha eleitoral americana, dizendo que: “o ideal é que os dois candidatos pudessem assinar uma carta ao povo americano, como a que eu assinei ao povo brasileiro em 2002, assumindo um compromisso para dar tranqüilidade ao povo americano e tranqüilidade para o mundo como um todo”.
Onde está esta carta-compromisso assinada por ele com o brasileiro? Porque não estamos tranqüilos em nenhum lugar, quando escapamos das balas dos bandidos somos atingidos por balas de policiais.
O que ocorre hoje no Brasil, em nenhuma época aconteceu Nem mesmo no período da ditadura militar houve tanta violência como nestes quase sete anos.
Ao dizer que “o ônus da cobiça desenfreada não pode cair impunemente sobre todos”, Lula dá um pouco de esperança aos brasileiros que não votaram nele e que estão pagando por sua cobiça de ser presidente, que não coíbe a corrupção e faz negociatas sujas e chantagens para livrar a cara de seus amigos aliados e que são a garantia de sua permanência no poder.
Lula é e será sempre um político em campanha, porque é o que ele sabe fazer e o faz bem, pois tem um discurso que chega fácil aos que infelizmente negociam o voto. O Wall Street descreveu Lula como um líder “que anda em corda bamba entre as práticas da ortodoxia econômica e o financiamento de programas sociais populistas”.
Lula não deixou que Bush saísse imune de suas flechadas, por não dar à crise econômica o destaque que deveria dar, dizendo que: “eu lamentei porque imaginei que o presidente Bush, já que é a última aparição dele na sede das Nações Unidas, faria um discurso de despedida, falando um pouco da crise econômica e o que o governo pretendia fazer”.
O que Lula ainda não aprendeu, que certos governantes não falam, atuam e foi o que Bush fez, mandou seu recado para o Senado e para a Câmara de Representantes diretamente, sem intermediários e sem inter cambiar a aprovação do pacote econômico e que era urgente sua aprovação, não precisou fazer uma CPI para saber o porque da crise é o que ganhamos para aprovar o pacote.
Diante de sua decepção restou ironizar a si próprio: “Eu, como sou defensor da autodeterminação dos povos e da soberania dos discursos dos presidentes, fui obrigado então a ficar quieto”.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. |