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   Colunas . Léa Campos

15.10.2008 imprimir Imprimir
 

CALO DE RICO FAZ POBRE ANDAR DESCALÇO

O mundo inteiro está preocupado e buscando alternativas para a crise econômica, que assola a todos sem distinguir raça, crença e cor.

O dinheiro não sofre de preconceito, quando tem que castigar o faz a todos independente da conta bancária.

Inicialmente Lula disse que o Brasil não seria atingido, como se nosso país não fizesse parte do planeta terra. Quando ele viu que não era como ele pensava, saiu com outra pérola: tudo isso não passa  de uma “marola” e para a Ministra da Casa Civil,  cuja pretensão é substituir o atual PresidenTe, achincalhando  mais, disse que a crise era apenas uma “gripezinha”.

A marola de Lula virou tsunami e a gripezinha se transformou em tuberculose crônica.

Demorou muito  “cair a ficha” do presidente brasileiro, as medidas tomadas com a queda da Bolsa e a escalada do dólar, se tomadas no início poderiam ter evitado a quebra brasileira e as perdas enormes que aconteceram, entre elas da Votorantin, que perdeu mais de dois milhões de reais nessa última semana e os Bancos Central e do Brasil não precisavam comprar toneladas de dólares para tentar segurar o real.

Lula apregoa que a crise ainda não nos pegou e disse no final da semana que:   “esta crise é calo no pé dos ricos”. Torçamos para que ele tenha razão, mas o pé que está doendo mais uma vez é o do pobre, que não compra dólar, não faz exportação, mas vê sua mesa minguar dia-a-dia, devido a inflação causada pela desvalorização da moeda nacional.

O povo brasileiro parece ter entendido que não podemos permitir que os PeTralhas continuem no poder e a prova contundente, foi dada nas urnas há duas semanas, quando o partido do desgoverno Lula, perdeu várias prefeituras e diversas cadeiras na vereança brasileira.

O voto consciente é a única arma que temos para mostrar que estamos cansados de tanta corrupção e mentira e que não queremos continuar sendo enganados.

Lula teve duas chances para mostrar que realmente era o candidato do povo e que seu governo seria voltado para os trabalhadores, idosos, aposentados e pensionistas.

Não cumpriu nada e mente para o mundo inteiro sobre a verdadeira situação do Brasil e do povo.

Papel e microfone aceitam tudo, inclusive ser porta voz de mentiras de presidente.

O poder aquisitivo não nos permite comer carne todos os dias e alguns já têm o feijão como artigo de luxo, comida de domingo.

Lula mandou seu recado dizendo que o “brasileiro pode comprar tudo que o sonha no Natal e torcer (?) para o Ano Novo ser melhor”.

“Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha no Natal”, teimosamente afirmando que a crise financeira originada nos EEUU não atingirá o Brasil, concluiu sua entrevista no Planalto dizendo: “esta não é uma crise dos pobres.

Enquanto EUA e União Européia buscam meios para amenizar as perdas que estão sofrendo e o presidente americano convoca uma reunião emergencial com o G7. Os bancos centrais do mundo inteiro se reuniram também no  mesmo dia em Washington, numa convocação feita pelo secretário do Tesouro dos EEUU, Henry Paulson para discutir formas e coordenar novas ações contra a atual situação financeira, que não é um problema tão somente americano e sim do mundo.

Este grupo é formado pelos ministros da Fazenda e presidentes de Bancos Centrais dos países ricos do G7 ( EUA, Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão) além da União Européia, Austrália, China. Índia, Brasil, Argentina, México, Rússia, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia. Além desses países estiveram presentes Banco Mundial e FMI.

Lula deixe de fazer discurso e governe o país, faça alguma coisa em favor do povo para que um dia possamos lembrar de sua estadia no Planalto.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.

 
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