VOTO CASTIGO
A insatisfação do eleitor é sempre demonstrada com o voto castigo, ou seja votar contra o partido que está no poder e em seus aliados.
O pior dessa atitude é que o maior prejudicado é o próprio eleitor, pois sempre o beneficiado com a repulsa não faz o governo que o votante esperava. As promessas não são cumpridas e passam para a história apenas como elemento de campanha. As mudanças prometidas não acontecem e o povo mais uma vez iludido espera o próximo pleito para mostrar seu repúdio e continuar o voto castigo.
Em algumas ocasiões, o eleito na campanha seguinte se apresenta para uma reeleição alegando que não foi possível cumprir o prometido e que é utopia pensar que em quatro anos possa corrigir todos os erros cometidos nos governos anteriores.
Devemos ter em conta que estamos pagando caro pelos câmbios que foram proferidos em alguns países, principalmente na América Latina.
Venezuela se envolveu na onda de Che Guevara e paga com sangue o preço de ter elegido um presidente revolucionário, a exemplo do que ocorreu em Cuba.
Bolívia está vivendo uma de suas piores crises por ter escolhido um índio que é apologista da cocaína, a ponto de proibir fumigação do plantio em seu país. Nicaragua retornou ao país o governo sandinista na pessoa de Ortega.
O Brasil paga com sangue e suor um alto preço por ter elegido um torneiro mecânico, apedeuta para presidir o mais importante país da América Latina e vivemos, (os que não votaram nele), aterrorizados com a possibilidade de um terceiro mandato.
A ignorância de alguns mandatários leva certos presidentes, como foi o caso de Lula, de chegar ao cúmulo de “exigir”do presidente eleito nos Estados Unidos da América uma política “mais ativa” em relação à A.L.: “eu espero que Obama tenha uma política mais voltada para o desenvolvimento produtivo na América Latina e espero que ele tenha uma reação mais forte com a América do Sul, com o Brasil e com a África. Eu não tenho dúvida nenhuma que da parte do Brasil nós continuaremos construindo essa parceria produtiva que nós temos com os EUA e eu espero que ela possa melhorar com o governo Obama”.
Lula demonstrou que não sabe o que ocorre no resto do mundo, o que não é novidade já que ele não sabe o que ocorre no pais que ele preside.
Durante quase um ano da campanha de Obama, ele mencionou o Brasil apenas para dizer que seu governo não assinará nenhum contrato de bio combustível com o Brasil.
No referente à A.L como um todo, ele deixou a entender que os EUA não precisam da parceria dessa parte do continente, acrescentando que os contratos assinados de livre comércio entre USA e países latinos serão anulados e os que estão esperando ser assinado podem perder a esperança, será mantido o contrato que era tri lateral com México e Canadá, mas com o país azteca de fora, ficando apenas Canadá.
Aparentemente, o racismo foi vencido nos EEUU, o que se confirmado será ótimo para todos, o mundo precisa de mais amor e união entre os povos independente de cor, crença e raça.
O pânico dos americanos nas décadas de 50, 60 e 70 se fez realidade no novo milênio. Obama não é o primeiro afro-americano a tentar conquistar a Casa Branca, outros tentaram ser o primeiro presidente negro, mas não conseguiram nem mesmo ser indicados pelo partido.
A eleição de Obama sem dúvida mostra a união das minorias, que viram nele uma chance de se tornar realidade uma reforma imigratória justa e adequada, mas não devemos aportar essa vitória ao povo, pois sabemos que com menos de 300 delegados é possível fazer o presidente dos Estaods Unidos da América.
A eleição popular, aparentemente, é para eleger o número de delegados de cada estado, o que também não é absolutamente certo, já que o número de delegados está condicionado à ocupação populacional do estado.
De qualquer maneira venceu a proposta da mudança, resta esperar para ver.
Foram muitos os que perderam a vida no caminho lutando pela unidade racial e esperamos que Barack Russein Obama não decepcione os que votaram nele e que não se repita o que ocorre em outros países, onde as promessas são enforcadas na faixa presidencial.
Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação. |