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   Colunas . Opinião por Francisco Sampa

12.11.2008 imprimir Imprimir
 

OBAMA, NÃO ERRE O PÊNALTI

Passada a euforia da vitória de Barack Hussein Obama para a presidência dos Estados Unidos, vamos à uma pré- análise dos fatos e uma projeção futura dos mesmos. Para isso vamos usar como cenário uma partida de futebol final de Copa do Mundo, numa acirrada disputa entre “los hermanos” argentinos e a nossa seleção Penta Canarinho brasileira.

Pois bem, último jogo da copa, o empate daria a vitória e a taça à Argentina. Vitória por um a zero, leva o jogo para prorrogação que se terminar empatada levará à disputa aos cruciais pênaltis. Zico que o diga em 86 contra a França no México. Bola rolando 44 m e 50 do segundo tempo, Obama com a camisa 2 do Brasil em homenagem ao Cafu, recebe no meio de campo dribla Hillary, dribla o preconceito, dribla os conservadores, dribla o último marcador, o Senador Mcain, e em um segundo é Obama de cara para o gol. Chuta rasteiro e lá vai a pelota para o fundo da rede, gol do Brasil, gol de Obama. O Brasil vai para a prorrogação, renovam-se as esperanças de levantarmos a taça. Mais 30 minutos de bola correndo, esperanças se renovam, pois é, assim foi a eleição de Barack Hussein Obama: um gol no último momento ao fechar das cortinas. A torcida está vibrando, grande Obama, o “Salvador da Pátria”, ainda podemos ser campeões. É assim que todos estão vendo o jovem Senador, o homem que veio para salvar a pátria da crise financeira, das injustiças sociais, raciais e em alguns casos até sexuais, pois com economia em baixa o povo se..., mas não faz, não há tesão que resista. Contador na porta e contas na geladeira, que por sinal anda meio vazia para os realistas, no caso dos otimistas pode ser meio cheia.

O dia 4 de novembro foi o dia da injeção de ânimo, o dia da esperança de que tudo vai mudar, que a coisa não é tão negra quanto parece. Existe luz no fim do túnel... e não é a luz de um trem na contra-mão. A luz vem nas mãos de Barack Hussein Obama, um advogado, líder comunitário, o cometa negro da história dos Estados Unidos. Dos guetos de Chicago para a Ccasa Branca. O farol que iluminará os navegantes neste tumultuado oceano de crise em que todos estamos: 12 milhões de náufragos a deriva na busca de um “Green Card”, o porto seguro da legalização.

Mas meus amigos, prestem atenção na vida deste homem, na sua formação jurídica, na sua disciplina de campanha, no peso que está sobre suas costas, nas dores que de cabeça que terá e nos seus poucos cabelos brancos (agora), e não esperem mudanças radicais, pois ele é um homem de normas e regras, disciplinado, participa e participou do jogo, respeitando suas regras. Ético e educado, ciente da meta à ser alcançada. Um político com este perfil sabe o que vem buscar, sabe que não pode errar, portanto não ousará tanto e as mudanças virão lentamente... como dizia Dona Carmelita: “tudo a seu tempo, José!”

O dia 20 de janeiro está a caminho. Vamos esperar ele chegar e com sua chegada a obamania será oficializada no planeta. Aí sim, começará a cobrança dos pênaltis neste imaginário jogo de final de copa do mundo. Quem marcar mais levará a taça. E a taça será a realização das promessas feitas: empregos para todos, crise econômica sobre controle, saúde para os necessitados, melhor condição de vida e a tão sonhada legalização da nação de náufragos neste oceano da ilegalidade. Tudo isso em 4 anos, pois em 2012 começará outra partida classificatória rumo à Copa da Presidência dos Estados Unidos... e Barack Hussein Obama quer ser bi-campeão, portanto excelentíssimo senhor presidente eleito, em coro todos nós em várias partes do mundo gritamos em uma só voz: “Obama não erre o penalty, pois se errar... o Galvao Bueno gritará nesta transmissão imaginária, desta final Brasil e Argentina... oooo Obama, oooo Obama,  não deuuuuuuuuuuuu, não deuuuuuuuu... Bem amigos , dedos cruzados, pensamento positivo e muita fé em Deus, pois  estamos precisando e merecemos dias melhores. A todos uma boa semana.
 
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