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  Colunas . Opinião . Francisco Sampa

01.07.2009 imprimir Imprimir
 

Sentados sobre o próprio rabo

É assim que está e vive a grande maioria dos eleitores e do povo brasileiro. Com os recentes escândalos no Congresso a gritaria é geral, mas isso é coisa de um passado distante, onde muitos  mamaram nas tetas fartas e caídas da  Senhora República. Eleitores e políticos, corruptos e corruptores, afinal todo mundo tentou, tenta e quer se dar bem o mais rápido possível. Quando uns conseguem, os que ficam de fora do saque ao erário  público começam a berrar. Claro que  não é a maior parte do povo, mas se existem tantos safados se elegendo há décadas, roubando o país, os sonhos e as coisas do povo. Este povo ou boa parcela dele também tem a sua parte de culpa em todo o processo. A Bíblia diz: orai e vigiai, o povo deveria votar e vigiar, pois se assim agisse, o quesito reclamar após a fase roubar dos políticos seria minimizada. O empregado só rouba se o patrão der moleza. A ocasião faz o ladrão e por aí  vai.

O povo vota e deixa correr  frouxo, depois da casa  roubada começa a gritaria. Entretanto este  mesmo povo dá dinheiro para o guarda, suborna o fiscal, falsifica diploma para se dar   bem. Fura a fila e pega atestado falso de médico para justificar o dia que ficou de ressaca em casa na “segundona”  após a “cervejada”  de domingo com os amigos. Isso lá no Brasil. Aqui nos EUA apresentam falsos atestados de renda para não pagar a  conta dos hospitais. Todo mundo quer se dar bem e rápido. E aí como fica quando os políticos metem a mão  no dinheiro público? Qual é a diferença entre o político enganador  e o eleitor corrupto que engana o chefe ou o guarda da esquina? Ambos à sua maneira querem se dar bem, sair de uma situação  e dar um up grade  na atual fase. 

Seja como for, ambos têm responsabilidades, direitos e deveres para com o país, mas boa parte do povo só sabe reclamar  os direitos. Como  pode  se exigir  o direito respeitado, se o dever não foi cumprido? Como posso sacar  grana da poupança se lá não se depositou? Assim é a vida meus amigos para colher tem que se plantar. Para pedir o direito, o dever tem que ser cumprido. É fácil jogar bosta nos “sarneys” como se fosse a Geni  da música do Chico, afinal são 60 anos de  história de vida pública. Porém, em todo esse tempo quantos ficaram ricos às custas das “sarneydesas” do José, dos seus filhos e netos? A miséria é grande no Maranhão, mas até de estado o homem mudou para se eleger. Foi aceito e votado pelo  povo do estado vizinho.

  Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Neste caso creio que este povo é mudo, burro e não representa a voz de Deus, pois ele, o criador, não seria burro a este ponto, mas a vida   passa, os corruptos e safados se ajeitam, enquanto isso boa parte  do povo continuará sentado sobre o próprio rabo afinal quem tem...  tem medo e passarinho  que come pedra sabe o que tem.
 
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